Textos das músicas do Coral Esperança, Cariacica

Conteudo desse artigo:
    1. Biografia do Coral Esperança, Campo Grande, Cariacica
    2. Composições de Johann Pachelbel
    3. Composições de Johann Sebastian Bach
    4. Composições de Georg Friedrich Händel
    5. Composições de Brahms, Mozart, Beethoven e Schubert
    6. Composições de Axel Bergstedt
    7. Outras composições para coral
    8. Canto solo (solos dos solistas do coral, lista incompleta)

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O Coral Evangélico Luterano “Esperança”, da Igreja Evangélica Luterana, Campo Grande, Cariacica, ES foi fundado em 1977. Em 2005 a congregação chamou o maestro Axel Bergstedt. A muito custo, mas com dedicação e muita vontade, os cantores começaram a aprender leitura de partitura, empostação de voz e técnica vocal. Vários cantores se dedicam muito e fazem também cursos de canto ou instrumentos na pequena escola evangélica de música que a congregação mantém. Entraram também adolescentes no coral, que se acostumaram naturalmente muito mais rápido às dificuldades de músicas clássicas. Além de cantatas de Bach o coral canta o Messias de Handel, o Requiem alemão de Johannes Brahms e várias composições de Axel Bergstedt, entre outros.
Um primeiro auge foi a estreia do famoso Oratório de Natal de Johann Sebastian Bach em língua portuguesa, nos dias 3, 4 e 5 de dezembro 2009, em Brasília, em cooperação com 5 outros corais de destaque e três orquestras.
O coral gravou dois CDs, Aquecendo Corações e Sua GlóriaCelestial, enquanto seus organistas gravaram o DVDdata Hinário Luterano Tocado.

Site: coralesperancacariacica.blogspot.com  Contato: axelbergstedt@gmail.com




Johann Pachelbel
Johann Pachelbel (1653 – 1706) : Salmo 46
Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas angústias
que nos afligem a alma. Portanto, não, oh!, não temeremos,
ainda que a terra desabe e as montanhas em meio aos mares caiam,
ainda que o mar tumultue e espumeje, e na sua fúria os montes desabem. Amén.
Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus

A seguir se cantam dois textos no mesmo tempo:
O santuário das moradas do Altíssimo.
Deus está no meio dela,
no meio da sua cidade.
Jamais será abalada.
Socorre a Deus, já de manhã.
Já bramam ímpias nações e estremecem,
mesmo os reinos já se abalam,
a terra se dissolve se fizer ouvir sua voz.
Conosco está Deus, Senhor dos exércitos.
O Deus de Jacó é nosso refúgio. Amen
Louvor e glória ao grande Deus
Ao pai de toda graça
Seu Filho enviou dos altos céus
Salvou nos da desgraça.
O santo Espírito,
bom Consolador
que a Cristo conduz
à salvação e à luz,
Louvor e glória.Amén.

"Johann Pachelbel, o compositor do cânone que acabamos de ouvir, vivia 100 anos depois da Reforma da igreja de Martinho Luthero. A igreja evangélica luterana tornou-se a igreja que canta, e muitos compositores famosos tornaram se membros dela, testemunhando a sua fé com suas composições, como  antes de todos Johann Sebastian Bach e Georg Friedrich Händel.
Johann Pachelbel escreveu uma obra muita especial sobre o salmo 46, o salmo que inspirou a Luthero compor o hino Castelo forte. Pachelbel escreveu para coral de 8 vozes ou então dois corais. Nos dividimos todo o coral em dois grupos a 4 vozes. Assim canta se o salmo em dois grupos, como comumente se falam ou cantam salmos da Bíblia quando lidos nos cultos."


Johann Sebastian Bach
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750): Cantata 172: Cantai-lhe louvores

Coro: Cantai-lhe louvores com harpa e trombeta.
Ó tempo mavioso!
Em templo divino transforma a alma.

Recitativo (Baixo): Quem me ama guardará a palavra
Em meu pai o amará;
Viremos para ele,
Faremos nele morada.
Nós pra ele viremos, fazendo nele morada.
(João 14.23)

Ária (Baixo):
Trindade santíssima, grande Deus de honras.
Vem com tua graça e amor,
Faz em nós morada.
Vem, ó vem, ó faz em nós morada,
Dentro em nosso coração.
Vem, ó vem, sê nosso convidado,
Vem, atende a petição.

Ária (Tenor): Ó morada edênica
que o Espírito explora.
A brisa balsâmica,
o Deus, que em seus filhos mora.
o Deus, que em nós mora.
Já, já prepara-te, jazida faze-lhe,
Ele chegou para ti.
Consolador ele é, o consolador já chegou.

Duetto (Soprano e Contralto):
Soprano: Vem, não deixa me esperar-te,
Vem, ó brisa celestial,
Sopra dentro do meu peito.
Contralto: Sou o teu manancial.

Soprano: Doce amor, faz-me sentir-te,
com teu gozo e teu favor.
Vou morrer, se eu perder-te.
Contralto: Eu te beijo com amor.

Soprano: Sê na fé sempre bem vindo,
Amor sublime, entra aqui, entra aqui!
O coração me conquistaste.
Contralto: Eu sou teu e tu es meu.


Hino: Jesus, eu posso me alegrar
e sempre quero te chamar
meu Redentor gracioso.
Um dia hás de conduzir
ao paraiso no porvir,
à glória, ao céu ditoso.
Quanto anseio
ser levado
e abrigado
no teu seio.
onde nada mais receio.
(Hinário Luterano Nº 67, verso 6)

Coro: Cantai-lhe louvores com harpa e trombeta.
Ó tempo mavioso!
Em templo divino transforma a alma.


O que Martinho Lutero é para os teólogos, especialmente da igreja luterana, o Johann Sebastian Bach é para os músicos. Ele uniu a música em perfeição à palavra de Deus, espelhando a teologia, o amor de Deus e a fé verdadeira em suas obras magníficas. É uma honra, mas também uma grande responsabilidade saber que Bach era membro de nossa igreja.
Por isso dedicamos muito tempo para aprender uma cantata desse grande músico. A cantata 172 é música de pentecostes. Na segunda parte o solista Helom Fach, Tenor, cantará da “brisa edênica”, que é o Espirito Santo, que quer morar em nós lembrando-nos do paraiso, do jardim Éden.
O hino 534 está chamado o Rei do hinário, por sua beleza em melodia e texto. A rainha seria o hino 67, cuja última estrofe forma o final da cantata 172, que ouvimos no início. Os dois hinos são do mesmo poeta: Philipp Nicolai, um grande pastor e músico luterano, que morreu há 350 anos.



Johann Sebastian Bach (1685 – 1750): Cantata Nº 1 do Oratório de Natal
Nº 1 CORO
Louvem, exultem, ó, povos da Terra!
Vejam o bem que nos fez o Senhor!
Saiam das trevas da longa espera,
Hoje nasceu-nos o bom Salvador.
Venham, cantemos em coros gloriosos
Honras a Deus que nos fez vitoriosos.

Nº 2 RECITATIVO (Tenor) – Lc 2.1,3-6
Naqueles dias foi publicado um decreto do imperador
César Augusto, convocando que todos fossem
recenseados. Então, todos foram para serem registrados,
cada um para a sua cidade. Por isso, também José foi da
Galiléia, da cidade de Nazaré, indo até a Judéia, à
cidade de Davi, que é Belém, pois era da casa e família
de Davi, o rei. Queria registrar-se com Maria, sua
querida esposa, que estava grávida. Então, chegou o
tempo em que a virgem havia de dar à luz.

Nº 3 RECITATIVO para contralto
Enfim nos nasce o noivo aqui,
O herói da Casa de Davi.
Traz paz e salvação,
À Terra consolação.
A estrela de Jacó no céu
Irrompe com fulgor.
Desiste do teu choro, ó Israel:
Teu bem enfim chegou!

Nº 4 ARIA para contralto
Sião, que alegria! Chegou o terno dia
De teres ao lado o noivo amado.
Teu semblante seja hoje mais brilhante,
Corra e entrega-lhe toda a tua vida.

Nº 5 CORAL
Como hei de receber-te, bendito Salvador?
Minha alma anseia ver-te, saudar seu Redentor.
Ó Cristo me ilumina a mente natural;
Em ti viver me ensina em submissão total.
(Trad. Rodolfo Hasse e Leonildo Krey – HL 13.1)

Nº 6 RECITATIVO (Tenor) – Lc 2.7
E deu à luz o seu primeiro filho e o envolveu em panos
e o deitou na manjedoura, pois não havia lugar para eles
na pensão.

Nº 7 CORAL (Soprano) E RECITATIVO (Baixo)
Tão pobre veio se humanar,
Quem poderá medir o amor
que nosso Salvador nos tem?
E de nós se apiedar,
Sim, como o move nossa dor!
Quem é que pode entender?
E nos enriquecer nos céus,
De Deus o Filho a nós desceu,
A salvação nos concedeu,
E assemelhar aos anjos seus.
Por isso é que nasceu em forma humana.
Kyrieleis!
(Parte coral adaptada da tradução de Theodor Reuter).

Nº 8 ARIA (Baixo)
Grande Deus e Rei potente,
Salvador, és tão indiferente
Às glórias terrenas!
Este que tem em sua mão
Todo o mundo e todo o luxo
Dorme agora em duro cocho.

Nº 9 CORAL
Oh! vem a mim, meu bom Jesus,
A ti meu coração darei,
E, descansando em tua luz,
De ti jamais me esquecerei.
(Trad. Rodolfo Hasse – HL 26.13).

Nº 19 Johann Sebastian Bach (1685 – 1750): Aria “Dorme, querido”do Oratório de Natal
Contralto: Letícia Pereira e Myrella Schade
Dorme, querido, desfruta da paz.
Breve acordarás para a todos salvares.
Com teu amor,
Ardente fervor,
Corações agraciares.

Mais textos do Oratório de Natal no site http://oratoriodenatal.blogspot.com/


Johann Sebastian Bach (1685 – 1750): Cantata Nº140: “Acordai”
(Texto: Hinário Luterano 534 e Cântico dos Cânticos)

1. Coro
Acordai, os guardas chamam,
Com voz vibrante nos conclamam,
Desperta, ó tu, Jerusalém.
Eis que meia noite soa,
Retumba voz e longe soa,
Prudentes virgens, Cristo vem.
As lâmpadas tomai,
Às pressas o encontrai,
Aleluia,
Acesa a fé
Em prontidão
Esteja vosso coração. (Hinário Luterano Nº 534, 1)

2. Solo do Tenor
Ouve a igreja jubilante
Dos guardas canto retumbante,
Levanta e está em prontidão.
Vem da glória seu Esposo,
Fiel em graça e poderoso.
Rompeu a aurora de Sião!
Bendito Salvador,
Vem logo, ó bom Senhor –
Aleluia!
Seguimos já
Celeste luz,
Que as tuas bodas nós conduz.
(Hinário Luterano Nº 534, 2)

3. Duetto de Soprano e Baixo
Soprano (= a noiva, a alma, a igreja): Amigo meu,
Baixo (= Jesus, o noivo): E eu sou teu
Juntos: Ninguém não apaga o amor

Soprano (= a noiva, a alma, a igreja): Contigo estarei
Baixo (= Jesus, o noivo): Estás comigo
Juntos: Em pastos verdejantes,

Soprano (= a noiva, a alma, a igreja): A rosa de Sarom
Baixo (= Jesus, o noivo): O lírio entre os vales
Juntos: e entre os flores andamos.
Prazer e regozijo teremos ali.
(palavras do Cântico dos cânticos de Salomão)
                                                          
4. Hino do Coral
Glória seja a Ti cantada,
Por nós e os anjos entoada
Com harpas em sonoro tom.
Glória a ti, que nos confortas!
De doze perlas são as portas
Da nossa eterna habitação.
Jamais um olho viu,
Nenhum ouvido ouviu
Tal ternura!
Queremos nós a Ti cantar
Mil Aleluias sem cessar.
(Hinário Luterano Nº 534, 3)

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750): Louvado seja a Deus
Louvado seja Deus
Imenso seu império
Abrange a terra e os céus
Bem como espaço eterno.
Cantemos com ardor
Dizendo a uma voz:
Triuno és Tu, Senhor,
Te bendizemos nós.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750): Ó fronte ensanguentada
1. Ó fronte ensanguentada,
ferida pela dor,
de espinhos coroada,
marcada pelo horror!
Ó fronte, outrora ornada
de eterna glória e luz,
agora desprezada
adoro-te, Jesus!

2. Ó rosto glorioso
que sempre fez tremer
o mundo poderoso:
Fizeram-te sofrer!
O quanto estás mudado!
O teu sublime olhar,
cruelmente atormentado,
deixou já de brilhar.

3. O que tens suportado
foi minha própria dor;
eu mesmo sou culpado
de tua cruz, Senhor.
Ó vê-me, aflito e pobre:
castigo mereci;
com tua graça encobre
o mal que cometi!

7. Quando eu partir um dia,
comigo vem estar.
Perfeita garantia
na morte vieste dar.
Que toda a tua angústia
me livre da aflição:
e o diabo e sua astúcia
não mais me afligirão.

8. Consola-me na morte,
lembrando a tua dor;
és meu escudo forte,
glorioso Vencedor.
Estando a contemplar-te,
confiante vou dizer,
feliz, ao abraçar-te:
Assim é bom morrer!


Johann Sebastian Bach (1685 – 1750): Jesus alegria dos homens
É Jesus minha alegria meu prazer consôlo e paz.
Ele as dores alivia e minh'alma satisfaz.
É Jesus meu sol fulgente, meu tesouro permanente.
Eu por isso o seguirei, e jamais o deixarei.


Georg Friedrich Händel
Há 250 anos que morreu um dos maiores compositores do mundo: Georg Friedrich Händel. O destaque desse contemporâneo de Johann Sebastian Bach, que vivia na Alemanha e Inglaterra e foi, como Bach, um músico evangélico-luterano com fé muito viva e profundo conhecimento da teologia, é a obra "O Messias". Esse "oratório", como se chama uma composição para orquestra, coral e solistas, conta a história de Jesus. Surpreende nisso, que Händel usou somente trechos do Antigo Testamento, mas assim mostra que a vida de Jesus já está predita com muitos detalhes nos salmos, profetas e outros livros do Antigo Testamento.
O Messias é uma das músicas mais executadas no mundo, sites como youtube no internet são repletas com trechos desta obra, mas será a primeira vez que uma congregação luterana no Brasil pode ouvir essa obra exímia.

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Cordeiro de Deus, Nº 22 do oratório “O Messias”
Coral e Coral infantil Esperança – Maestro Axel Bergstedt
Cordeiro de Deus. Eis o cordeiro, que tira o pecado do mundo. (João 1.29

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Foi desprezado, Nº 23 do oratório “O Messias”
Ária para Contratenor. Contratenor: Carlos Alexandre Kehlert
Foi desprezado e o mais rejeitado de entre os homens, um homen de dores e que sabe o que é  padecer.  As costas dei aos que me feriram. Minhas faces dei aos que me arrancavam os cabelos. Não escondi meu rosto dos que cuspiam. Não escondi meu rosto da afronta.(Isaías 53.3 e 50.6)

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Sobre si, Nº 24 do oratório “O Messias”
Sobre si levou as nossas tristezas. Foi ferido por nossas culpas, e moído, foi moído por nossos pecados.
O castigo que nos traz paz sobre ele estava.  (Isaías 53. 4 e 5)

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Por suas chagas, Nº 25 do oratório “O Messias”
Por suas chagas somos salvos, por suas chagas sarados. (Isaías 53.5)

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): E todos nós, Nº 26 do oratório “O Messias”
E todos nós, sem o pastor, andamos desgarrados; procuramos uma outra salvação. E o Senhor fez cair sobre Ele a iniqüidade de todos nós. (Isaías 53.6)

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Recitativo para tenor, Nº 27 do oratório “O Messias”
Os que me vêem zombam de mim, estendem os lábios, meneiam as cabeças, dizendo: (Salmo 22.2)

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Recitativo para tenor, Nº 29 do oratório “O Messias”
Helom Fach, Tenor
O opróbrio partiu seu coração; Ele está fraquíssimo. Esperou por alguém que estivesse compaixão,
Mas ninguém achou; nem consoladores ele encontrou. (Salmo 69.20)

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Ária para tenor, Nº 30 do oratório “O Messias”
Helom Fach, Tenor
Olhai e vede se há tristeza alguma como a sua mágoa. (Lamentações 1.12)

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Recitativo para tenor, Nº 31 do oratório “O Messias”
Helom Fach, Tenor
E foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do seu povo foi ferido. (Is. 53.8)

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Ária,  Nº 32 do oratório “O Messias”
Lucas Kunzendorf Kuster, Soprano
Mas não o deixaste no inferno, nem permitiste que corrupção teu Santo visse. (Sl. 16.10)

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Vossos portais, Nº 33 do oratório “O Messias”
Vossos portais, levantai, erguei-vos, ó vós, entradas eternais, e o Rei da Glória entrará.
Quem é o Rei da Glória? O Rei da Glória?
Senhor poderoso, poderoso na batalha.
Senhor Jeová, ele é o Rei da Glória. (Salmos 24.7-10)

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Aleluia, Nº 44 do oratório “O Messias”
É tradição mundial que a congregação se levanta.

Aleluia. Pois o Senhor onipotente reina.
O reino terreal se tornou o reino do Senhor e do seu Cristo.
E ele reinará para sempre, eterno.
Reis dos reis, Senhor e Deus. (Apoc. 11 e 19)

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Aleluia, Nº 44 do oratório “O Messias”
É tradição mundial que a congregação se levanta.

Aleluia. Pois o Senhor onipotente reina.
O reino deste mundo se tornou o reino do Senhor e do seu Cristo.
E ele reinará para sempre, pra sempre e sempre.
Reis dos reis, e grande Senhor. (Apoc. 11 e 19)

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Ária para meio-soprano, Nº 45 do oratório “O Messias”
Meio-soprano: Ângela Fach
Eu sei que vivo meu Salvador,
Aparecerá com fulgor no último dia deste mundo. (Jó 19.25


Johannes Brahms
Johannes Brahms (1833 – 1897): Parte 1 do “Requiem alemão”
Felizes os que choram, pois serão consolados. (Mt 5.4)
Os que com lágrimas semeiam, com júbilo ceifarão.
Quem sai assim, andando e chorando, quando semeia, levando boa semente,
Volta com júbilo trazendo os seus feixes. (Sl. 126.5 e 6)

Johannes Brahms (1833 – 1897): Parte 2 do “Requiem Alemão”
Pois toda carne é como a erva e toda glória do homem como a flor da erva.
Secou-se a erva e as flores já caíram. (1.Pedro 1.2,4 e 6)

Pois sede pacientes, caros irmãos, até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador
espera o precioso fruto da terra e é paciente e aguarda até que receba
a chuva temporã e serôdia. (Tiago 5.7)

Mas a palavra fica pra sempre. (1.Pedro 1.25)

Resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com alegria.
Gozo eterno sobre as cabeças haverá. Gozo e alegria terão alcançados,
e dor, gemido, fugiu deles.(Isaías 35.10)

Johannes Brahms (1833 – 1897): Parte III (Salmo 84) do “Requiem alemão”

Deus, dá-me a conhecer que a vida é passadiça, e tem um objetivo: que eu partirei.
Vede, os meus dias são como um palmo prá Ti,
E a vida não é nada prá Ti.

 
Pura vaidade é todo homem por mais firme que viva.
Andando aqui como a sombra, andando em vão e totalmente irrequieto,
Ajuntam sem saber quem recolherá.

Senhor, de quem vem consolo? Espero em Ti. (Salmo 39.5 até 7)

As almas dos justos ‘stão na mão de Deus, nenhum tormento os afetará.
(Sabedoria 3.1)

Johannes Brahms (1833 – 1897): Parte IV (Salmo 84) do “Requiem alemão”
Quão amáveis (são) teus tabernáculos, Senhor dos exércitos.
A minha alma suspira e anseia pelos átrios do Senhor.
Meu coração exultará ao meu Senhor, que é vivo.

Quão amáveis são teus tabernáculos, Senhor dos exércitos.
Felizes são os que moram em teu templo,
que louvam-te sem parar!
Quão amáveis teus tabernáculos!

Johannes Brahms (1833 – 1897): Parte V (Salmo 84) do “Requiem alemão”
Vós tendes tristeza, mas eu quero ver-vos outra vez, e vosso coração se alegrará.
E a vossa alegria ninguém pode tirar-vos. (João 16.22)

Consolarei como uma mãe consola os filhos. (Isaías 66.13)

Vede a mim. Tive um breve tempo que labutei e trabalhei e achei consolo grande.
(Eclesiástico, o livro apócrifo de Jesus Siraque, 51.27 ou 35)


Johannes Brahms (1833 – 1897): Parte VI do “Requiem alemão”

Não temos lugar permanente aqui, porém, o que há de vir buscamos. (Hebr. 13.14)

Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos. Seremos todos transformados,
E isto já, num instante, muito de subido, ao tocar da última trombeta.
A trombeta soará e os mortos serão ressuscitados gloriosos, e nós seremos transformados. (1.Cor. 15.51 e 52)

Então se cumprirá a palavra que está escrita: A morte é tragada pela vitória.
Onde está sua vitória, morte? Onde está seu aguilhão? (1.Cor. 15.54s)

Deus, tu és digno de toda honra, glória e poder,
pois tu criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e são criadas.
(Apocalipse 4.11)

Johannes Brahms (1833 – 1897): Parte VII (Salmo 84) do “Requiem alemão”
Felizes os mortos, que morrem no Senhor, de agora.
Diz o espírito:
Que descansem de seu trabalho, pois suas obras seguirão-lhes.
Felizes os mortos, que morrem no Senhor, deste agora.
(Apocalipse 14.13)
Essa música do grande compositor luterano Johannes Brahms é mais uma bela composição da herança musical da nosso igreja, desta vez do sécula 19, a época do romantismo.


Wolfgang Amadeus Mozart
Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791): Laudate Dominum
(Salmo 117 com Glória)

Laudate Dominum omnes gentes,
Laudate eum omnes populi
Quoniam confirmata est super nos
Misericordia ejus
Et veritas Domini manet in aeternum.
Gloria patris et filio et spiritui santo,
Sicut erat in principio et nunc et sempre,
Et i saecula saeculorum. Amen.

Tradução: Louvai ao Senhor, todas as ribos,
Louvai-o, todos os povos,
Porque sua misericórdia é confirmada sobre nós.
E sua verdade permanece para sempre.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
Como era no início e agora e sempre,
E nos ´seculos dos séculos (= na eternidade).


Ludwig van Beethoven
Ludwig van Beethoven (1770 – 1827): Finale da Nona Sinfonia
Exultantes te adoramos
Deus da glória, deus do amor,
Nossos corações te abrimos
Enche-nos de santo ardor.
Vem dissipa as nuvens frias,
a tristeza, noite atroz,
Doador da alegrias,
o Teu brilho luz em nós.

Glória, glória, aleluia
ao triuno e eterno Deus,
pois  o todo poderoso
sempre ampara os filhos seus.
Jubilosos e contentes,
gratos hinos entoai.
Aleluia eternamente
ao bendito Deus e Pai.

Tuas obras anunciam
Teu imenso resplendor
Céus e terras, estrelas e anjos
Cantam hinos de louvor
Vales, montes e campinas
Lindos prados, verde mar
Aves, fontes cristalinas
Vem conosco te adorar.

Ó cristãos, entoai os hinos
Que o universo quer cantar!
De Jesus o amor divino
Faz-nos mais e mais amar.
Jubilantes, celebremos
Seu triunfo sobre o mal;
Vinde alegre exaltemos
Sua glória celestial!


Franz Schubert
Franz Schubert (1797 – 1828): Kyrie eleison
Kyrie eleison
Criste eleison
Kyrie eleison

(Tradução: Senhor, tem piedade de nós,
Criste, , tem piedade de nós,
Senhor, tem piedade de nós.)

Franz Schubert (1797 – 1828): Gloria
Gloria in excelsis Deo
et in terra pax hominibus bonae voluntatis.
Laudamus te,
benedicimus te,
adoramus te,
glorificamus te,
gratias agimus tibi
propter magnam gloriam tuam,
Domine Deus, Rex caelestis,
Deus Pater omnipotens.

Domine Fili unigenite Jesu Christe,
Domine Deus, Agnus Dei, Filius Patris,
qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Qui tollis peccata mundi,
suscipe deprecationem nostram.
Qui sedes ad dexteram Patris,
miserere nobis.

Quoniam tu solus sanctus,
tu solus Dominus,
tu solus altissimus, Jesus Christe,
cum sancto Spiritu, in gloria Dei Patris.Amen.

Tradução: Glória a Deus nas alturas
e paz na terra aos homens por Ele amados.


Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso:
nós Te louvamos,
nós Te bendizemos,
nós Te adoramos,
nós Te glorificamos,
nós Te damos graças,
por tua imensa glória.


Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai:
Tu que tiras o pecado  do mundo, tem piedade de nós;
Tu que tiras o pecado do mundo, acolhe a nossa súplica;
Tu que estás à direita do Pai, tem compaixão de nós.

Só Tu és o Santo;
só Tus és o Senhor;
só Tu, o Altíssimo, Jesus Cristo;
com o Espírito Santo na glória de Deus Pai.

Amém.


Franz Schubert (1797 – 1828): Credo

Credo in unum Deum, Patrem omnipotentem, factorem coeli et terrae, visibilium omnium, et invisibilium. In unum Dominum Jesum Christum, Filium Dei unigenitum. Et ex Patre natum ante omnia saecula. Deum de Deo, Lumen de lumine, Deum verum de Deo vero. Genitum, non factum, consubstantialem Patri: per quem omnia facta sunt. Qui propter nos homines et nostram salutem descendit de coelis. Et incarnatus est de Spiritu Sancto ex Maria Virgine: Et homo factus est. Crucifixus etiam pro nobis: sub Pontio Pilato passus, et sepultus est. Et resurrexit tertia die, secundum scripturas. Et ascendit in caelum: sedet ad dexteram Patris. Et iterum venturus est cum gloria, judicare vivos et mortuos: cuius regni non erit finis.
Credo in Spiritum Sanctum, Dominum, et vivificantem: qui ex Patre et Filio procedit. Qui cum Patre et Filio simul adoratur, qui cum Patre et Filio conglorificatur: qui locutus est per Prophetas. Confiteor unum baptisma in remissionem peccatorum mortuorum. Et vitam venturi saeculi. Amen.

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus, gerado do Pai desde toda a eternidade, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai; por Ele todas as coisas foram feitas, que por nós e para nossa salvação, desceu dos céus. E encarnou por obra do Espírito Santo, da Virgem Maria, e fez-se verdadeiro homem. Foi crucificado, também para nós, sob Pôncio Pilato sofreu a morte e foi sepultado. E ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai. De novo há-de vir em glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, o Senhor e vivificador, que procede do Pai e do filho; que com o Pai e o Filho é igualmente adorado e glorificado. Que falou pelos profetas.
Professo um só baptismo para remissão dos pecados, (e a ressurreição) dos mortos, e a vida do mundo que há-de vir. Amém.

Franz Schubert (1797 – 1828): Sanctus
Sanctus, Sanctus, Sanctus, Dominus Deus Sabaoth. Pleni sunt coeli et terra gloria tua. Hosanna in excelsis. Benedictus, qui venit in nomine Domini. Hosanna in excelsis.
Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus dos Exércitos. A Terra e o Céu estão cheios da Vossa glória. Hosana no mais alto dos Céus. Bendito O que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!

Franz Schubert (1797 – 1828): Benedictus
Benedictus qui venit in nomine Domini.
Hosanna in excelsis.[1]
Benedito é, quem vem em nome do Senhor.
Hosana nas alturas!

Franz Schubert (1797 – 1828): Agnus Dei
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona nobis pacem.

Cordeiro de Deus, que carregas o pecado do mundo, tem piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que carregas o pecado do mundo, tem piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que carregas o pecado do mundo, da-nos a paz.


Na música uma missa é uma composição sobre os principais textos litúrgicos fixos, que se repetem a cada domingo. Eles são executados até hoje de uma ou outra forma em igrejas tradicionais como a católica e algumas igrejas evangélicas. Na música é até hoje comum, usar o texto em latim, que é uma língua universal.
Franz Schubert (1797 – 1828), compositor da Áustria, um país católico nos montes alpinos no centro da Europa, escreveu a popular Missa em Sol já com 18 anos. Ele mostra já uma perfeição na arte de exprimir com meios simples sentimentos grandes.
Na primeira apresentação na paróquia de Schubert ele dispus só de um trio instrumental. Em versões de outros anos ele usou uma pequena orquestra de cordas, e as vezes também trompetes e tímpanos.
O Kyrie é um pedido por misericórdia ao Senhor, os fieis se prostram a Deus.
A Glória traz o sublime louvor, contrastando assim com o primeiro movimento.
O Credo, que é o Credo Niceno, base de fé de quase todas as igrejas, não começa como em muitas outras missas com canto forte e marcante, professando altamente os alicerces da fé, mas bem suave, como acanhado por profundo respeito e em consciência da própria imperfeição diante da grandeza divina.
No segundo artigo do Credo, a respeito de Jesus, uma melodia desce suavemente em meio-tons nos instrumentos, assim como Jesus desceu à terra. Mas os seis meio-tons descendo são uma figura bem conhecida, que anuncia sofrimento, lembrando que Jesus sofreu aqui na terra. No “cruxifixus” (crucificado) a música vira alto e marcha como os soldados rudes dos romanos, que levaram Jesus, mas mais alto ainda soa o júbilo quando se fala da ressurreição.

O Sanctus é outra vez um louvor jubiloso, na Bíblia associado ao louvor eterno dos fieis diante do trono de Deus. O Benedictus é um solo delicado, ao que se repete o Osana do Sanctus. Hoje o Sanctus e o Benedictus formam nas igrejas muitas vezes uma só música.

O final da missa é suave, porque com o Agnus Dei (Cordeiro divino) os cantores lembram do mistério da morte e sacrifício de Jesus. Nos cultos e missas tradicionais segue se a essa música a Santa Ceia (Eucaristia). O suave pedido por misericórdia do pecador arrependido encerra a obra do jovem compositor.

Axel Bergstedt
Axel Bergstedt (*1962): Conosco fica
Conosco fica, ó Deus, a noite vem,
as trevas crescem. Eis, Senhor, convém
que nos socorra a tua proteção!
Oh! vem fazer conosco habitação.

Depressa vem o nosso fim mortal,
desaparece o gozo terreal.
Mudança vem em tudo e corrupção.
Conosco faz eterna habitação.

Vem revelar-te a nós, Jesus Senhor,
divino Mestre, Rei e bom Pastor.
Ó guia forte, amparo em tentação,
vem, vem fazer conosco habitação.

Presente estás nas trevas e na luz,
não há perigo andando com Jesus.
Medo e pavor jamais existirão
onde meu Deus fizer habitação.

Ó morte, os teus poderes vão findar!
Em Cristo os santos vão ressuscitar.
No reino além não há perturbação,
senão com Deus ditosa habitação.

A iniciativa para a próxima música foi dos nossos irmãoes aqui em VV, em especial, pastor Silvio. Ele gosta muito do hino 403 Conosco fica, e incentivou o nosso maestro Axel para fazer uma composição, que hoje faz parte do nosso CD Aquecendo Corações, e ganhou críticas muito boas

Axel Bergstedt: Salmo 16
Guarda-me, Senhor, pois eu confio em Ti.
A minha alma disse: Tu és meu Senhor!
A minha bondade não chega a Tua presença
não tenho outro bem além de Ti.

Como são admiráveis as pessoas de Deus,
o maior prazer é estar na companhia delas.
Como é admirável uma vida com Deus,
como são admiráveis os fieis a Jesus.

Tu és tudo que tenho, Senhor,
Tu és meu Senhor.
Tu és tudo que tem, Senhor,
Tu és meu Senhor.


A minha vida está nas tuas mãos, Senhor,
Maravilhosas são as bênçãos que me dás.
Eu louvo a Deus porque Ele é o meu Conselheiro,
Como são boas as bênçãos que Tu me dás.


Axel Bergstedt (1962) :Até quando
Composição de 2001 do maestro Axel Bergstedt, para o Coral da Paróquia, embaseada em Salmo 13 e Palavras de Isaias.
Ensina-nos a confiar em Deus e procurar, em tempos de angústia, o consolo nele.

Até quando, Senhor­­?
Até quando esquecerás de mim?
Até quando esconderás teu rosto?
Até quando terei de suportar este sofrimento,
Até quando o coração se encherá dia e noite de tristeza?

Mas eu confio no Senhor, eu confio na tua graça, eu confio no teu amor.
Meu coração te louvará, porque tu me salvarás, pois tu és o Senhor, o Eterno, que me diz:
Eu te tomo pela mão, eu te tomo pela mão, não temas, não temerás, pois eu te ajudo.

Axel Bergstedt: Donde virá
O compositor Axel Bergstedt escolheu palavras dos Salmos 120 até 123 para contar como nós somos escravos diante de Deus, mas que isso é o nosso maior benefício e felicidade.

Donde virá o meu socorro,
Donde virá meu Salvador?
Tem compaixão de mim, ó Eterno,
Tem compaixão de mim, Senhor.

Como um escravo depende de seu senhor,
Como uma escrava depende de seu favor
Assim meus olhos fixam o Senhor,
Eu quero ir em casa, em casa do meu Senhor.

Donde virá o meu socorro,
Donde virá meu Salvador?
Tem compaixão de mim, ó Eterno,
Tem compaixão de mim, Senhor.

Elevei os olhos aos montes com fervor,
Donde vem socorro do nosso Pai de Amor,
Senhor, não dormirás não me esqueças!
Tu me ajudarás, e guardas de todo o mal.

É teu Senhor, quem te protege,
Te guardará de todo o mal.
Tua entrada e a tua saída,
É o Senhor quem guardará.


Axel Bergstedt: Quantas lutas em vão
Essa música de Axel Bergstedt está escrito no estilo roqueiro pesado, misturado com elementos sinfônicos e da música medieval. Por exemplo faz parte da composição o primeiro tom dos salmos, tocado pelo órgão antigo de igreja.*(Nesse momento o organista pode mostrar esse tom no teclado)

1.Ruas tortuosas, levam pra nenhum lugar,
com pés pesados como chumbo, pelo deserto a errar.

Refrão: Quantas lutas em vão, felicidade não se achou,
Flores bonitas se murcherão, sonhos sublimes estragados no chão,
e Deus te nunca achará !

2. Sempre procurando, nem sabes sempre por quê,
andando como em labirinto, sem esperança nem fé.

3. Vagando o mundo escuro, não vês a luz que perto está,
tu es escolhido, alguém de ti cuidará.

Final: Tu és escolhido, sem fazer jus amerecer,
não foste tu quem escolheu, quem escolheu foi o Senhor,
tu és escolhido.



Axel Bergstedt: Louva ao Senhor
Embaseado no hino conhecido do nosso hinário. O quarto estrofe é um Dueto para dois solistas, soprano e tenor (Jessica e Helom) no estilo de Johann Sebastian Bach, arranjado por maestro Axel Bergstedt. Johann Sebastian Bach é ainda hoje o grande exemplo para todos os músicos evangélicos, muito honrado também em quase todas as igrejas.

1. Louva ao Senhor, potentíssimo Rei das alturas.
Canta, minha alma, jubila com todas criaturas.
Vinde, exultai! Harpas, saltérios tocai,
Gratos por tantas venturas.

2. Louva ao Senhor que com grande potência governa.
Sobre asas de águia te leva à morada paterna;
Que te mantém,
Como melhor te convém:
Sua bondade é tão terna.

3. Louva ao Senhor por fazer-te assim maravilhoso.
Dando-te vida e saúde, é teu Pai mui bondoso,
Pois na aflição
Ele te dá proteção
Sob suas asas, gracioso.

4. Louva ao Senhor, que abençoe-te visivelmente
Chove, amoroso, dos céus seus dons torrencialmente.
Lembra-te bem:
Com seu amor ele vem;
Pois o Senhor é clemente.

5. Louva, ó minha alma, a Deus, louva o seu nome glorioso.
Ó mundo, canta louvores a Deus piedoso.
És nossa luz,
Ó Rei celeste, Jesus,
Louva-te o povo ditoso.

Versão com tenor substituído por um contralto grave:


Axel Bergstedt: Um barco carregado
Texto de Johannes Tauler, século XIV
As imagens usadas nesta poesia, que compara Jesus com todo o seu infinito amor a um barco maravilhoso, espelham o misticismo do tempo medieval.

1. Um barco carregado
singrando vem no mar,
trazendo o Filho amado
o Verbo milenar.

2. O barco vai suave,
em meiga e santa luz.
Não é qual outra nave,
pois nele vem Jesus.

3. O mastro altivo e forte
é Deus Consolador,
ele é o real suporte
da vela que é o amor.

4. O barco chega à terra
por força divinal;
mistério santo encerra -
presente celestial.

5. Menino-Deus amado,
nascido no desdém,
será à cruz pregado;
é nosso sumo Bem.

6. E quem com alma ardente
ao Filho se achegar
aprende humildemente
a sua cruz levar.

7. Enfrenta morte e inferno,
firmando-se em Jesus,
recebe o dom eterno,
herdando vida e luz.

Axel Bergstedt: Laudate Deum
Laudate Deum, Laudate Jesum
(Latim. Tradução: Louvai a Deus, louvai a Jesus)

Axel Bergstedt: Salmo 40

Eu sou pobre e necessitado, mas tu, Senhor, cuidas de mim,
Tu me ajudas e és meu Salvador, não te demores, meu Deus.
Ele me pôs seguro encima de uma rocha, e firmou os meus passos.
Ele me ensinou a cantar uma nova canção,
Um hino de louvor a nosso Deus.
Ó Eterno, meu Deus, Tu tens feito grandes coisas,
Maravilhas por nós.
Ó Eterno, meu Deus, Tu tens feito grandes coisas,
Não há ninguém como Tu.

Eu tenho prazer em fazer a tua vontade,
Guardo a tua lei no meu coração.
Ó meu Deus, eu sei que nunca deixarás de ser bom pra mim,
Com teu amor e a tua fidelidade.
Ó Eterno, meu Deus, Tu tens feito grandes coisas,
Maravilhas por nós.
Ó Eterno, meu Deus, Tu tens feito grandes coisas,
Não há ninguém como Tu.

Axel Bergstedt: Jesus formoso
Jesus formoso, todo poderoso Criador e Salvador,
Eu quero amar-te, sempre adorar-te,
Ó meu querido e bom pastor.

Viço e beleza, força e riqueza, são da terra sumo bem,
Meu Rei gracioso, Jesus formoso,
Mais, muito mais encantos tem.

Nem céu nem terra tesouro encerra que se iguale ao meu Jesus,
Sol, lua e estrelas não são tão belas,
Como és, ó Cristo, diva Luz.

Ouro e brilhantes, pedras cintiliantes, joias são de real valor,
Joia mais pura, maior ventura, é meu Jesus, bom Salvador.

Axel Bergstedt: Santo, santo, santo
Santo, Santo, Santo, Deus Onipotente Cedo de manhã, cantaremos Teu louvor Santo, Santo, Santo, Trino Deus clemente, És um só Deus, Excelso Criador.
Santo! Santo! Santo! Clamam os remidos,
entoando salmos diante do Senhor.
Honra, glória e bênção rendem reunidos
ao Deus de eterno, infindo e grande amor.

Santo! Santo! Santo! Deus que és majestoso,
reinas com poder sobre a terra, céus e mar.
Desde todo o sempre foste, ó Deus glorioso;
 tua grandeza nunca irá findar.

Santo! Santo! Santo! Deus que és sempre vivo,
 tuas obras louvam teu nome com fervor.
Santo! Santo! Santo! Justo e compassivo,
és um só Deus, supremo Criador.

Axel Bergstedt: Quando fraco me sentir
(Hinário Luterano 369)

1. Quando fraco me sentir,
    Quando o mundo me oprimir
    E pesar a minha cruz ,
    “Crê somente”, diz Jesus.

2. Quer nas trevas, quer na luz,
    sempre perto está Jesus;
    com sua graça quer salvar
    a quem nele confiar.

3. Cristo, que és meu Salvador
    e também Amparador,
    quero, em gratidão a ti,
    sempre te louvar aqui.

A graça do Senhor Jesus  (Amazing Grace)
1. Preciosa graça de Jesus
Perdido me encontrou
Estando cego me fez ver
Da morte me livrou


2. A graça do Senhor Jesus
Salvou me, pecador.
Perdido fui, mas me encontrou
Me deu sublime amor

3. Mil lutas, dores, tentações
Caíram sobre mim
Porém a graça me salvou
Feliz eu sou enfim


4. Pra sempre então eu cantarei
Da graça de Jesus.
A salvação encontrarei
Viver na eterna luz.


Outros compositores
Randy Vader e Jay Rouse: Cantata “Paz na terra”

Povos Cantai
Povos cantai, nasceu Jesus,
saudai o grande rei;
Que cada ser, lhe dê lugar,
oh Terra e Céus cantai, oh Terra e Céus cantai;
Oh Terra e Céus ao rei cantai.
Povos cantai, nasceu Jesus.

Povos cantai, pois já nasceu
O Rei que vai reinar
Que a terra e céu lhe dê louvor
E cantem a canção
Feliz canção,
Sim cantem a feliz canção.

Não mais pecados nem temor
No mundo existirão.
Pois Ele aqui virá fazer,
Fluir a plena paz,
Fluir a plena paz sem fim.

Povos cantai, nasceu Jesus,
Vamos saudar ao grande Rei!
Seu reino é de retidão;
Nações, provai então.
As glórias mil de suas mãos
E do seu terno amor,
E do seu terno amor cantai.
Jesus nasceu, o Rei chegou.

 A Paz Chegou ao Mundo
Hoje ao mundo a paz chegou
Deus mostrou seu amor 
Povos cantai, Jesus nasceu 
Noite igual jamais se verá
Hoje ao Mundo a Paz chegou,
Deus mostrou seu amor,
Cumprindo assim a promessa que fez
Sua paz entre nós está! És Jesus, Rei de amor.
Forte Deus, Pai da eternidade.
Rei dos Reis, o Senhor, És o Rei da paz!

Deus Enviou Sua Luz
Pelos vales, sim, dai lugar; 
No deserto, sim, dai lugar,
O caminho, sim, preparai,
Pois o Rei chegando está.
Pelas trevas sim dai lugar;
Por veredas sim dai lugar;
O caminho sim, preparai,
Anjos cantam a canção.
Cantai pois sua luz chegou
Olhai o prometido Rei.
A glória de Deus em seu filho está.
Erguei a luz! 3X
A Luz Chegou
Com os anjos pois cantai
Glórias dai ao nosso Rei!
Deus enviou a todos nós a sua luz!

Boas Novas de Alegria!
 No campo a noite lá estão,
Alguns pastores a velar.
Foi quando a luz no céu brilhou,
Surgiram anjos a cantar.
Eis que disseram:“Não temais”
Vem e  vê, já nasceu o Rei!
Vem e vê, nesta noite, já nasceu o Rei!
Lá em Belém ireis achar 
A quem o mundo irá salvar.
O plano de amor do Pai
Agora se cumprindo está.
Voltaram todos a cantar 
Do que puderam contemplar.
E assim acharam o bebê,
Deitado ali a repousar.

A Noite Clara se Tornou
A noite clara se tornou
Se ouviu um forte som
Um coro de anjos lá no céu
Cantando em fulgor.
Que haja paz aos homens bons,
Pois hoje o Rei nasceu
O coro de anjos a cantar,
O mundo pôde ouvir:“Glória! Glória!” 
Na densa noite então chegou
Com sua forte luz.
Brilhou no mundo em esplendor,
Quebrando a escuridão.
Em um bebê podemos ver um grandioso Rei.
Tal qual pastores,
Vamos nósRender louvor ao Rei.Uh... Uh...
 
Na Pequena Belém
Ouçam os sinos dizendo assim
Glória, aleluia já nasceu enfim.
Paz na terra, tudo bem,
Cristo nasceu na pequena Belém
Anjos lá no céu, pastores a velar, 
Naquela manjedoura o Rei menino está
Magos a seguir a estrela divinal, 
Nos fazendo relembrar esta noite sem igual.
Vamos qual pastores todos juntos contemplar, 
Numa manjedoura, nosso Rei a repousar.
Que grande alegria, oh que noite feliz
Cristo já nasceu trazendo a sua luz.

Os Reis Seguiram a Estrela
Viviam em palácios, costumes tão reais.
Deixaram os seus reinos pra estrela seguir.
Em uma caminhada tão longa e sem fim, 
Nada disto importava, queriam ver o Rei.
Os reis seguiram a estrela em fulgor 
E se prostaram rendendo louvor 
Os seus presentes puderam ofertar 
Os reis estavam procurando o Rei dos reis.
Ouro, incenso e mirra deram ao seu Rei,
E os seus joelhos dobraram sem temor.
Ficaram adorando ao seu libertador,
Pois este bebezinho um dia reinará.
Aquela estrela !

Haja Paz na Terra
Hoje ao mundo a paz chegou
Deus mostrou seu amor 
Povos cantai, Jesus nasceu 
Noite igual jamais se verá

Hoje ao Mundo a Paz chegou,
Deus mostrou seu amor,
Cumprindo assim a promessa que fez
Sua paz entre nós está!  (Repete do início)

És Jesus, Rei de amor.
Forte Deus,  Pai da eternidade. Rei dos Reis, o Senhor,
És o Rei da paz!

Hoje ao mundo a paz chegou
Deus mostrou seu amor 
Povos cantai, Jesus nasceu 
Noite igual jamais se verá

Hoje ao Mundo a Paz chegou,
Deus mostrou seu amor,
Cumprindo assim a promessa que fez
Sua paz entre nós está! 

Foi na manjedoura que um berço achou,
Onde meu Cristo deitou pra dormir.
Estrelas no céu estão a velar,
Tranquilo repousa Jesus, o Senhor.

Bem perto de mim vem ficar, Oh Jesus,
Eu peço que sempre me dê seu amor.
Vem dar tuas bençãos, vem dar teu cuidar 
Até que um dia te encontre no céu.

Anjos cantam em fulgor:Glória dai ao nosso Rei
Que no mundo haja paz,
Salvação Deus concedeu.
Pelos vales se ouviu
Que a promessa se cumpriu.
Com os anjos pois cantai,
Em Belém nasceu Jesus.
Anjos cantam em fulgor:Glória dai ao nosso Rei

És Jesus, Rei de amor.
Forte Deus,  Pai da eternidade. Rei dos Reis, o Senhor,
És o Rei da paz!

Hoje ao mundo a paz chegou
Deus mostrou seu amor 
Povos cantai, Jesus nasceu 
Noite igual jamais se verá

Hoje ao Mundo a Paz chegou,
Deus mostrou seu amor,
Cumprindo assim a promessa que fez
Sua paz entre nós está! 

É natal! É natal! Calmo está ao redor.
Eis Maria com seu bebê,
Tão humilde, é Santo, é Rei.
Dorme o sono de paz.

Um Terno Som de Natal
Eu posso ouvir um terno som, 
Nas melodias de natal,
Dizendo assim em seu refrão: “Que haja paz aos homens bons.”
A luz do céu a nós chegou
Trazendo paz a todos nós,
E a canção (a canção) ecoou no céu: “Que haja paz aos homens bons.”
Me espantei ao perceber 
Que o mundo aqui não tinha paz,
E a canção não dão valor 
A plena paz não querem ter.
Então se ouviu um forte som,
Hoje em Belém nasceu o Rei
Que reinará em retidão
Trazendo paz aos homens bons.Hoje a paz chegou! Amém!


Jack W. Hayford (EUA): Rei dos reis
Rei dos reis! Deus, criador do Céu!
Honra e glória ao Deus infinito em poder!

Terra e Céu, cantai ao grande Rei!
Deus criador, Deus redentor, Deus, Rei dos reis! 
Adorai, glorificai o nome de Cristo!
Exaltai, magnificai Jesus, o senhor!
Terra e Céu, cantai louvor a Deus! Bis
Ele morreu! Ele venceu! É Rei dos reis


Sigismund von Neukomm (1778 – 1858) OS CÉUS ENSINAM A TERRA
1. Os céus ensinam a terra, reverenciar ao Senhor. E tudo
que o globo encerra celebra o Deus Criador. Oh! Quão
sublime é o canto de um mundo cheio de encanto! Os
corpos celestiais! Oh! Que grandeza infinita, Oh! Que
harmonia bendita, de músicas divinais.

2. Com toda a obra criada que a mão de Deus coordenou.
Ao sol deu ele uma estrada que os homens iluminou. No
seu caminho fecundo, circula por todo o mundo e às trevas
faz extinguir. O seu calor tão potente à natureza dormente
dá forças e faz nutrir.

3. Suprema sabedoria sem fala, a nos instruir; um dia que
ao outro dia, grandeza vem proferir. A criação assinala,
não tendo do homem a fala, que o feito divino é. As vozes
da natureza, tão admiráveis grandezas, entendem-se pela
fé. Entendem-se pela fé.

João Marcos de Souza Soares: Dádiva de Amor
(Compositor atual do Brasil)

Eis questa noite Natal! Veio mudanças trazer.
Cristo nasceu! Eis o nosso viver!
Eis questa noite canções vieram falar de Jesus
aos corações transformados na cruz!

Cristo nasceu! Eis que a nova canção
vem dar razão pra o viver.
Cristo nasceu! Fonte de paz e perdão
torna o deserto em novo chão.

Eis questa noite Jesus é o presente de Deus,
é o seu amor. Glória ao Pai, meu Senhor!
Eis questa noite Jesus nos faz cantar com dulçor.
Emanuel! Glórias ao Rei Salvador!

O que tuas mãos trouxeram
para estar na manjedoura
aos pés de Jesus, que nasceu?
Ele quer que teu coração, tão só, seja posto no altar
do domínio de Deus, Pai de amor.

O que tuas mãos trouxeram
para dar como presente
ao que assim se fez?

Lembro que os profetas previram o seu fim:
a morte na cruz. Oh, que dor cruel!
Manso qual cordeiro, transpassado em dor,
foi desprezado sem compaixão por este mundo vil.

O que tuas mãos trouxeram?
O vazio foi um sonho que vai se acabar,
ó, vem ver!
O que tuas mãos trouxeram?
Deixa toda tua vida
no altar de Deus.

Eis, vem chegando o Natal
e avida se abre em fulgor
Brilha o céu, resplandece o amor!
Eis, vem chegando o Natal
eo homem em seu caminhar
fala em canções é um tempo de amar.

Chega o Natal e a manjedoura conduz,
o Rei da Vida a uma Cruz
Chega o Natal e uma fonte produz
paz e esperança: é Jesus!


Eis que refulge o Natal, arvores luzem em cor!
Quem vai lembrar que nos nasceu o Senhor?
Eis que chegou o Natal no mundo cheio de dor.
Emanuel! Glórias ao Rei Salvador!


 A graça do Senhor
Música animada da Alemanha baseada em Isaias 55.12.

A graça do Senhor nunca nos deixará
Nos acompanha sempre, conosco está,
Com alegria então vamos erguer a voz
E um hino a Deus cantar.
Todos os povos louvem a Deus,
Todos os homens que ele criou,
Juntem as mãos e nesta canção
A Deus vamos louvar. (2x)

O amor de nosso Deus  nos faz amar o irmão,
Nos une a cada dia em oração
E todo filho seu quer hoje em alta voz
Um hino a Deus cantar.

Todos os povos da terra louvem a Deus,
Todos os homens que ele criou,
Juntem as mãos e nesta canção
A Deus vamos cantar.
Um hino a Deus vamos cantar.


GORDON YOUNG: GLÓRIA E LOUVOR (1967)
Tradução J. W. FAUSTINI, 1968.

Glória e louvor dai ao nome de Deus. Glória, glória, cantem
os povos. Glória e louvor dai ao nome de Deus.

Glória e louvor dai ao nome de Deus.

Vinde vós todos e a Deus cantai! Com alegria glória e louvor.
Aleluia! Cantai aleluia. Povos da terra, glória e louvor!

Glória e louvor dai ao nome de Deus. Glória, glória, cantem
os povos. Glória e louvor dai ao nome de Deus.

Glória e louvor dai ao nome de Deus.

Glória e louvor! Glória e louvor! Glória e louvor cantai a
Deus.

Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Letra e Música: Eliane Sabka, Arranjo: Ervino Klemann

Estribilho: Igreja Evangélica Luterana do Brasil: Cristo
para todos, ontem, hoje e sempre.

1. A Palavra do Evangelho anunciada ao pecador;
Consolando e orientando no amor do Salvador.
Estribilho: Igreja Evangélica Luterana do Brasil: Cristo
para todos, ontem, hoje e sempre.

2. Ministrando o Batismo e a Santa Ceia do Senhor; Com
fidelidade a Cristo, Rocha eterna e Bom Pastor.
Estribilho: Igreja Evangélica Luterana do Brasil: Cristo
para todos, ontem, hoje e sempre.

3. Nosso coração remido pelo sangue de Jesus; Nossa vida
oferecida ao Senhor que ao céu conduz.
Estribilho: Igreja Evangélica Luterana do Brasil: Cristo
para todos, ontem, hoje e sempre, ontem, hoje e sempre,
ontem, hoje e sempre.



O happy day
Gospel muito conhecido e traditional dos EUA. Ó dia feliz (hoje ...) quanto mais, quando Jesus lavar os nossos pecados.

Se meu povo orar
de Jimmy Owens, EUA. A letra, baseada em 2 Cron 7.14 quer dizer: Se meu povo, que se chama pelo meu nome, com fé se humilhar e orar, eu ouvirei as preces.

Se meu povo
Que por mim se chama
Com fé se humilhar e orar,
Eu ouvirei as preces,
Concederei o meu perdão,
Perdão darei,
E sua terra então,
Eu sararei.

Asas da alva
da compositora Linda Spencer dos EUA, sobre Salmo 139
Senhor, Tu me sondas-te e me conheces
Conheces o meu deitar e meu levantar
Por onde eu irei do Teu Espírito?
E pra onde fugirei da Tua face?

Se tomar as asas da alva
Se habitar nos extremos do mar
Até ali a Tua mão me guiará
Tua destra me susterá

Se disser que as trevas me encobrirão
E a noite escurece ao redor
As trevas e a luz são iguais pra ti
Noite brilha como o dia

Eu te louvarei, louvarei
Eu te louvarei Senhor
Ó Pai Te louvarei, louvarei
Louvarei

Tu criaste-me Senhor
Formaste-me antes de nascer
Te louvo porque de um modo maravilhoso
Tu me formaste

Se tomar as asas da alva
Se habitar nos extremos do mar
Até ali a Tua mão me guiará
Tua destra me susterá

Estarei nos braços de Deus


Sacrifício de louvor
Música de adoração de Don Wyrtzen, EUA, em tradução de Faustini.

1. Prostrados adoramos ao Senhor,
Cantando sempre o seu louvor,
A Ele dando graças, honra e amor,
Nos apegamos com fervor.

2. Da sua glória vamos nós falar,
Dizendo que Cristo nós quer salvar
Ao mundo inteiro iremos proclamar
Que ele é o mesmo, sem mudar.

3. Jesus o Salvador, que vivo está;
Da tumba saiu, não morrerá,
A sua graça e glória exaltará
Nossa alma, em fé se elevará.

4. Só Ele e digno do maior louvor,
Com muita alegria e grande fervor;
Pra sempre ofertaremos ao Senhor
Um sacrifício de louvor.

Don Wyrtzen, EUA: Digno é o Cordeiro

Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber
Força, riqueza, poder e louvor,
Glória, honra e sabedoria.

John Chisum e Dom Moen (EUA): Eis o Senhor

Eis o Senhor, eis o Senhor,
Exaltado e adorado
Pela igreja entronizado.
Eis o Senhor, eis o Senhor,
Meus olhos vêem o Rei,
O cordeiro sobre o trono,
Reinando pra sempre e sempre.

Suas vestes reais enchem o templo,
Os anjos lá no céu louvando
Cercam o trono.
A eles unidos cantamos:
Santo, santo é o Cordeiro de Deus Senhor.
 
G.F. Root (1820-1895): Cantai, bendizei

Cantai, bendizei e cantai ao Senhor!
Dai glória a Deus!
Pois ele cobriu-vos de paz e amor!
Dai gloria, dai glória a Deus.
Sua mão sempre está sobre vós
Para vós abençoar.
Sua luz sempre está sobre vós
Para vós iluminar.
Cantai, bendizei e cantai ao Senhor!
Pois ele cobriu-vos de paz e amor!
Bendizei e louvai ao Senhor.
Dai glória a Deus.


Tina English: Usa-me  

A minha voz é Tua, 
Tu me dás a canção. 
As minhas mãos seguras, 
com as Tuas mãos. 

O meu querer é só Teu. 
Vem Senhor me ensinar, 
a Te obedecer, ouvir 
e em Teu nome sempre amar 

Usa-me, canta em mim, 
dá-me Teu amor 
tão compassivo. 
Usa-me, vive em mim, 
quero ser só Teu, 
meu Mestre e meu Senhor. 

O Teu amor me basta, (o Teu amor) 
Me transforma e satisfaz (me satisfaz) 
O meu desejo é encher 
este mundo com a tua paz 

Tu és a Luz que me guiará, 
nos caminhos aqui. 
Teu braço me ajudará a 
abraçar o mundo por Ti. 

Desejo amar-Te mais Senhor 
Usa-me 


Michael Smith: Agnus Dei

Aleluia
Reina sempre o grandioso Senhor
Santo, santo, ó Senhor Deus,
Poderoso és,
Digno és, Senhor,
Tu és santo.
Amen.

Digno é o senhor
Graças eu te dou Pai
Pelo preço que pagou
Sacrifício de amor
Que me comprou
Ungido do Senhor
Pelos cravos em tuas mãos
Graças eu te dou, ó meu Senhor
Lavou minha mente e co-ra-ção
Me deu perdão
Restaurou-me a comunhão
Digno é o Senhor
Sobre o trono está
Soberano,criador
Vou sempre te adorar
Elevo minhas mãos
Ao Cristo que venceu
Cordeiro de Deus morreu por mim
Mas ressuscitou
Digno é o Senhor
Pelos cravos em tuas mãos
Graças eu te dou, ó meu Senhor
Lavou minha mente e co-ra-ção
Me deu perdão
Restaurou-me a comunhão
Digno é o Senhor
Sobre o trono está
Soberano,criador
Vou sempre te adorar
Elevo minhas mãos
Ao Cristo que venceu
Cordeiro de Deus morreu por mim
Mas ressuscitou
Digno é o Senhor
Digno é o Senhor
Sobre o trono está
Soberano,criador
Vou sempre te adorar
Elevo minhas mãos
Ao Cristo que venceu
Cordeiro de Deus morreu por mim
::Mas ressuscitou
Digno é o Senhor::

Tudo entregarei
Tudo, ó Cristo, a ti entrego;
Tudo, sim, por ti darei!
Resoluto, mas submisso,
Sempre, sempre, seguirei!

Tudo entregarei!
Tudo entregarei!
Sim, por ti, Jesus bendito,
Tudo deixarei!

Tudo, ó Cristo, a ti entrego,
Corpo e alma, eis aqui!
Este mundo mau renego,
Ó Jesus, me aceita a mim!

Tudo, ó Cristo, a ti entrego,
Quero ser somente teu!
Tão submisso à tua vontade
Como os anjos lá no céu!

Tudo, ó Cristo, a ti entrego;
Oh, eu sinto teu amor
Transformar a minha vida
E meu coração, Senhor!

Tudo, ó Cristo, a ti entrego;
Oh, que gozo, meu Senhor!
Paz perfeita, paz completa!
Glória, glória ao Salvador!


Hinos de Natal
Nasce Jesus

Nasce Jesus, fonte de luz!
Descem os anjos cantando.
Nasce Jesus, é nossa luz,
Trevas vem, pois, dissipando.
Nasce Jesus, fonte de luz!
Oh! glória a Deus nas alturas!
Vede a redenção raiar, Cristo ao mundo vem!
Se, pois, bem-vindo! Firma Teu justo império!
Honras e glórias, anjos e homens dêem!
CORO: Nasce Jesus fonte de luz!
Oh! glória a Deus nas alturas!
Paz na Terra, aos homens
A quem quer Ele bem.

Deus nos amou, Deus nos mandou
Cristo, Seu Filho querido.
Deus nos amou, Deus encarnou.
Vede o Menino nascido!
Deus nos amou! Deus nos salvou!
Digam-no todos os povos;
Podem salvação fruir, todos os que crêem!
Reino bendito! Reino do amor divino!
Eis que resgate, todos, por Cristo, têm!

No céu imenso brilham
1.No céu imenso brilham estrelas sem contar,
Risonhas lá fulguram a nós em terra e mar.
Dão luz ao crente reto, aos anjos de natal,
Recebem os reflexos das velas de natal.
Rompeu natal, prazer e paz,
Cantemos todos ao Senhor!
Louvor e glória ao nosso Deus.
2.As velas proporcionam milhares saudações.
Jesus na noite escura dissipa as aflições.
As vistas das crianças demostram bem-estar,
Nos legam cordialmente lembranças do Natal.
Rompeu natal, prazer e paz,
Cantemos todos ao Senhor!
Louvor e glória ao nosso Deus.
3. As dádivas de Cristo descem dos altos céus,
pois todos sabem que Ele na noite se nos deu,
menino das ternuras nascendo neste chão,
Hosanna nas alturas, crentes, de coração.
Rompeu natal, prazer e paz,
Cantemos todos ao Senhor!
Louvor e glória ao nosso Deus.



SOLOS, ordem cronológica




Alessandro Stradella
1642-1682
Pietà, Signore,
di me dolente!
Signor, pietà,
se a te giunge 
il mio pregar;
non mi punisca
il tuo rigor,
meno severi,
clementi ognora,
volgi i tuoi sguardi
sopra di me, ecc.
 
Non fia mai
che nell'inferno
sia dannato
nel fuoco eterno
dal tuo rigor.
 
Gran Dio, giammai
sia dannato
nel fuoco eterno
dal tuo rigor, ecc.
Pietà, Signore,
Signor, pietà
di me dolente,
se a te giunge
il mio pregare, ecc.
Meno severi,
clementi ognora,
volgi i tuoi sguardi,
deh! volgi i squardi
su me, Signor, ecc.
Pietà, Signore,
di me dolente, ecc.
 
 



Tradução
Tem piedade, Senhor,
de minhas dores!
Senhor, tem piedade
se a ti vem
minha oração;
Não me puna
com seu rigor;
menos grave
perdoando a cada hora,
levanta teu rosto
acima de mim, etc.

Nunca deixe
que no inferno
eu seja danado,
no fogo eterno
por teu rigor.

Deus Todo-Poderoso, eu nunca
seja danado
no fogo eterno
por teu rigor., etc.
Tem piedade, Senhor,
Senhor, tem piedade
de minhas dores!
se a ti vem
minha oração;
menos grave
perdoando a cada hora,
levanta teu rosto
acima de mim,
Tem piedade, Senhor,
de minhas dores!etc.
.
 




Versão portuguesa
Tem piedade, Senhor,
de mim, Senhor!
tem piedade
ouve a minha
oração;
Não me castigues
no teu furor;
Menos severo
sempre clemente,
levanta teu rosto
sobre  mim, sobre mim.

Deixe jamais
que no inferno
seja danado,
no fogo eterno
por teu rigor.

Deus grande, eu nunca
seja danado
no fogo eterno
por teu rigor, por teu rigor.

Tem piedade, Senhor,
Senhor, piedade
de minhas dores!
ouve a
minha oração;
Menos severo
sempre clemente,
levanta teu rosto
sobre  mim, sobre mim.
(Repetição)




Johann Sebastian Bach (1685 – 1750): Ária “Schafe können sicher weiden”
Soprano: Rosiane Queiroz
Schafe können sicher weiden, wo ein guter Hirte wacht.
Nur wo Recht und Weisheit schalten, können Ruh und Friede walten,
und was Länder glücklich macht.

Versão portuguesa:
As ovelhas do Senhor em campos verdes pastarão.
O cajado do Pastor, bondade e graça do Salvador,
Faz andar em retidão.
Graça, graça. Nos faz andar em retidão.


Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Quem guia seu rebanho, Nº 20 do oratório “O Messias”
Quem guia o seu rebanho é nosso bom pastor,
Recolhe seus cordeiros vivendo em sua mão,
No colo os carregará. (2x)
Com todo o carinho guiará os seus,
Com mansidão e amor para os humildes. (Is.40.11)
Que todos venham com suas tribulações,
Que todos venham com sofrimento e tristeza,
Pois ele dá consolação.
Que todos venham com suas tribulações,
Que todos venham com sofrimento e tristeza,
Pois ele vos aliviará.

Levem seu jugo, aprendam dele,
Pois ele é manso e humilde de todo coração,
Encontrarão a paz, descanso e paz. (2x) (Mt.11.28)



Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Largo
Eis o Senhor, Príncipe da paz, Pai de bondade,
Meu Rei espléndido, meu Salvador.
Eis os Senhor, amoroso Reis magnífico,
Amado meu.
Olha pra mim, Senhor, ó tem compaixão,
Pois Tu és meu grande Rei, meu grande Rei, Senhor,
Quero Te adorar, eu quero Te adorar.
 


Guiseppe Giordani (1751 – 1798): Caro mio bem (Todo o bem)
Todo o bem vem do Senhor
Basta você aceitar.
Todo o bem vem do Senhor
se você aceitar.
Não te afaste do seu Senhor
Consolação só encontrarás lá.
Segue o Senhor com todo o rigor,
Tanto fervor.
Enxergarás a salvação
se nunca mais deixar o Senhor.
Segue o Senhor com todo o rigor,


Enxergarás nosso Senhor.


Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Meu Senhor
Meu Senhor, qual saudade,  qual amável é estar com meu Senhor!
Qual amável é tua casa, qual amável é teu lar!
Minha alma suspira pelos átrios do Senhor.  (Sl.84)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Os céus proclamam (Sl.19)
Os céus  proclamam a glória de Deus
O sol percorre terra e mar.
Aclama seu nome o mundo inteiro,
Perceba, ó homem, seu Senhor.
Acende estrelas no seu firmamento,
Conduz o sol com seu fervor.
Que vem e brilha, sorrindo de longe,
Percorrerá que grande herói.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): A tua bondade
A tua bondade, ó meu Senhor
Abarca o céus e a terra.
A nossa coroa é teu favor,
Tua mão nos todos encerra.

Castelo forte, abrigo, Senhor
As súplicas ouve, aumenta o fervor.
Pois quero adorar Ti,
Eu quero adorar a Ti.

Até as nuvens chega o amor
A terra e onde estão as estrela.
A criação mostra todo o favor
A obra que Tu nos revelas.

Castelo forte, abrigo, Senhor
As súplicas ouve, aumenta o fervor.
Pois quero adorar Ti,
Eu quero adorar a Ti.





Franz Schubert (1797-1828): Schwanengesang (Cântico do cisne)

1. Liebesbotschaft

Rauschendes Bächlein,
So silbern und hell,
Eilst zur Geliebten
So munter und schnell?
Ach, trautes Bächlein,
Mein Bote sei du;
Bringe die Grüße
Des Fernen ihr zu.
 
All ihre Blumen,
Im Garten gepflegt,
Die sie so lieblich
Am Busen trägt,
Und ihre Rosen
In purpurner Glut,
Bächlein, erquicke
Mit kühlender Flut.
 
Wenn sie am Ufer,
In Träume versenkt,
Meiner gedenkend
Das Köpfchen hängt,
Tröste die Süße
Mit freundlichem Blick,
Denn der Geliebte
Kehrt bald zurück.
 
Neigt sich die Sonne
Mit rötlichem Schein,
Wiege das Liebchen
In Schlummer ein.
Rausche sie murmelnd
In süße Ruh,
Flüstre ihr Träume
Der Liebe zu.
 
1. Mensagem de amor

Ó arroio murmurante, tão prateado e claro,
Corre para a amada, alegre e veloz,
Ó querido arroio, seja meu mensageiro,
Leva-lhe os cumprimentos daquele, que está longe.

Arroio, com suas águas frescas refresca todas as flores dela,
Que ela cuida no jardim,
Que ela coloca tão bonito no peito,
E as suas rosas, abrasadas em púrpura.

Se ela deixa cair a cabeça, nas suas margens,
Mergulhada em sonhos, pensando em mim,
Então consola a doce (menina) com seu olhar gentil,
Pois o amado volta já.

O sol se inclina com brilho vermelho,
Aninha o amorzinho, faz-la cochilar.
Sussurra e murmura para ela dormir docilmente,
Cochicha-lhe sonhos de amor.

2. Kriegers Ahnung


In tiefer Ruh liegt um mich her
Der Waffenbrüder Kreis;
Mir ist das Herz so bang und schwer,
Von Sehnsucht mir so heiß.
 
Wie hab ich oft so süß geträumt
An ihrem Busen warm!
Wie freundlich schien des Herdes Glut,
Lag sie in meinem Arm!
 
Hier, wo der Flammen düstrer Schein
Ach! nur auf Waffen spielt,
Hier fühlt die Brust sich ganz allein,
Der Wehmut Träne quillt.
 
Herz! Daß der Trost dich nicht verläßt!
Es ruft noch manche Schlacht.
Bald ruh ich wohl und schlafe fest,
Herzliebste - gute Nacht!

2. Pressentimentos de um guerreiro

Em profundo repouso ao redor de mim
Jaz o circulo dos irmãos (companheiros) de armas,
Meu coração me está tão inquieto e pesado,
Tão quente por saudade.

Quantas vezes sonhei tão doce
no peito caloroso dela!
Como pareciam convidativas as brasas do fogão,
Quando ela deitava nos meus braços.

Aqui, onde o brilho obscuro das chamas
Resplandece  só em armas, ai, -
Aqui o peito se sente inteiramente solitário,
As lágrimas da melancolia brotam.

Ó coração! Que o consolo não te abandone!
Ainda chamam algumas batalhas.
E já repousarei bem e durmo profundamente,
Boa noite, meu amor de coração.

3. Frühlingssehnsucht

Säuselnde Lüfte wehend so mild
Blumiger Düfte atmend erfüllt!
Wie haucht ihr mich wonnig begrüßend an!
Wie habt ihr dem pochenden Herzen getan?
Es möchte euch folgen auf luftiger Bahn!
Wohin?
 
Bächlein, so munter rauschend zumal,
Wollen hinunter silbern ins Tal.
Die schwebende Welle, dort eilt sie dahin!
Tief spiegeln sich Fluren und Himmel darin.
Was ziehst du mich, sehnend verlangender Sinn,
Hinab?
 
Grüßender Sonne spielendes Gold,
Hoffende Wonne bringest du hold!
Wie labt mich dein selig begrüßendes Bild!
Es lächelt am tiefblauen Himmel so mild
Und hat mir das Auge mit Tränen gefüllt!
Warum?
 
Grünend umkränzet Wälder und Höh'!
Schimmernd erglänzet Blütenschnee!
So dränget sich alles zum bräutlichen Licht;
Es schwellen die Keime, die Knospe bricht;
Sie haben gefunden, was ihnen gebricht:
Und du?
 
Rastloses Sehnen! Wünschendes Herz,
Immer nur Tränen, Klage und Schmerz?
Auch ich bin mir schwellender Triebe bewußt!
Wer stillet mir endlich die drängende Lust?
Nur du befreist den Lenz in der Brust,
Nur du!
 
3. Anelo primaveral
Brisas sussuram, sopram tão suave,
Aromas de flores enchem o respirar,
Como bafejastes, saudando-me deliciosamente!
O que fizestes ao coração palpitante?
Ele quer seguir-vos na trajetória aérea.
Para onde?

Arroios, sussurrando alegres
Querem descer ao vale, prateados,
A onda, pairando, lá ela corre,
Campos e céu estão lá dentro como em um espelho profundo.
Por que me arrastas, ó mente desejoso,
Para baixo, para baixo?

Tu trazes o ouro brincalhão do sol, que saúda
e traz airosamente delícia esperançosa.
Como me conforta a divina saudação de tua imagem!
Ela sorri meiga no céu cerúleo
E me encheu o olho com lágrimas.
Por que? Por que?

De verde se engrinaldam as matas e montes,
Brilhante resplandece a alcatifa de pétalas, como neve
Assim tudo pulsa para a luz nupcial;
Incham as sementes, rebentam os brotos,
Eles acharam o que lhe faltava.
E tu? E tu?

Saudade sem parar, coração desejoso,
Sempre só lágrimas, queixa e dores,
Eu também tenho consciência de sentimentos que brotam.
Quem vai, finalmente, satisfazer esses desejos ardentes?
Só tu liberas essa primavera no meu peito.
Só tu, só tu !

4. Ständchen

Leise flehen meine Lieder
Durch die Nacht zu dir;
In den stillen Hain hernieder,
Liebchen, komm zu mir!
 
Flüsternd schlanke Wipfel rauschen
In des Mondes Licht;
Des Verräters feindlich Lauschen
Fürchte, Holde, nicht.
 
Hörst die Nachtigallen schlagen?
Ach! sie flehen dich,
Mit der Töne süßen Klagen
Flehen sie für mich.
 
Sie verstehn des Busens Sehnen,
Kennen Liebesschmerz,
Rühren mit den Silbertönen
Jedes weiche Herz.
 
Laß auch dir die Brust bewegen,
Liebchen, höre mich!
Bebend harr' ich dir entgegen!
Komm, beglücke mich!

4. Serenata
Suaves imploram minhas canções
a ti, através da noite,
desça ao bosque silencioso,
- Amor, vem até mim!
 
Sussuram ramagens leves,
esbeltas à luz do luar;
não temas, meu Amor, 
o ouvido do traidor hostil.
 
Ouves do rouxinol o trinado?
Ah! o seu cantar te implora,
o seu doce lamento ecoa
intercedendo por mim.
 
Do peito o ardor entende,
conhece a dor do amor;
o cristal do seu gorgeio
aquieta cada coração brando.
 
Deixa palpitar teu peito,
ouve o meu canto,  Amor!
Tremo de por ti aguardar!
Vem tornar-me feliz!

5. Aufenthalt

Rauschender Strom,
Brausender Wald,
Starrender Fels
Mein Aufenthalt.
 
Wie sich die Welle
An Welle reiht,
Fließen die Tränen
Mir ewig erneut.
 
Hoch in den Kronen
Wogend sich's regt,
So unaufhörlich
Mein Herze schlägt.
 
Und wie des Felsen
Uraltes Erz,
Ewig derselbe
Bleibet mein Schmerz.
 
5. Meu lugar
Rio que ruge,
mata sussurrando,
rocha rígida,
é meu lugar.
 
Como a onda 
segue à onda
assim correm minhas lágrimas,
sempre de novo.
 
Nos altos das copas
Tem um movimento ondulante,
Perpetuo, assim como
Bate meu coração.
 
E como o mineral
Antigo da rocha
Fica sempre a mesma 
A dor no meu coração.
 
 
6. In der Ferne
 
Wehe dem Fliehenden, 

Welt hinaus ziehenden! - 

Fremde durchmessenden, 

Heimat vergessenden, 

Mutterhaus hassenden, 

Freunde verlassenden 

Folget kein Segen, ach! 

Auf ihren Wegen nach! 



Herze, das sehnende, 

Auge, das tränende, 

Sehnsucht, nie endende, 

Heimwärts sich wendende! 

Busen, der wallende, 

Klage, verhallende, 

Abendstern, blinkender, 

Hoffnungslos sinkender! 



Lüfte, ihr säuselnden, 

Wellen sanft kräuselnden, 

Sonnenstrahl, eilender, 

Nirgend verweilender: 

Die mir mit Schmerze, ach! 

Dies treue Herze brach - 

Grüsst von dem Fliehenden, 

Welt hinaus ziehenden! 
 


6. Na distância


Ai, os fugitivos,
os que saem para o mundo! -
atravessando (terras) alheias,
esquecendo da pátria,
odeando a casa da mãe,
deixando amigos;
não são acompanhados por pela bênção
nos seus caminhos.

O coração anseando,
O ocular lacrimejando,
Saudade nunca terminando,
Para casa se virando!
O seio orfegando,
O lamento desvanescendo,
Estrela da noite piscando,
Desesperada caindo!

As brisas sussurrando,
Ondas suavemente ondulando,
raio do sol com pressa,
nunca parando:
Ai! cumprimentos do que fugiu
saindo para o mundo
para aquela,
que quebrou este coração fiel.
 
 
 
7.Abschied 
 
Ade! du muntre, du fröhliche Stadt, ade! 

Schon scharret mein Rösslein mit lustigen Fuss; 

Jetzt nimm noch den letzten, den scheidenden Gruss. 

Du hast mich wohl niemals noch traurig gesehn, 

So kann es auch jetzt nicht beim Abschied geschehn. 



Ade, ihr Bäume, ihr Gärten so grün, ade! 

Nun reit ich am silbernen Strome entlang. 

Weit schallend ertönet mein Abschiedsgesang; 

Nie habt ihr ein trauriges Lied gehört, 

So wird euch auch keines beim Scheiden beschert! 



Ade, ihr freundlichen Mägdlein dort, ade! 

Was schaut ihr aus blumenumduftetem Haus 

Mit schelmischen, lockenden Blicken heraus? 

Wie sonst, so grüss ich und schaue mich um, 

Doch nimmer wend ich mein Rösslein um. 



Ade, liebe Sonne, so gehst du zur Ruh, ade! 

Nun schimmert der blinkenden Sterne Gold. 

Wie bin ich euch Sternlein am Himmel so hold; 

Durchziehn wir die Welt auch weit und breit, 

Ihr gebt überall uns das treue Geleit. 



Ade! du schimmerndes Fensterlein hell, ade! 

Du glänzest so traulich mit dämmerndem Schein 

Und ladest so freundlich ins Hüttchen uns ein. 

Vorüber, ach, ritt ich so manches Mal, 

Und wär es denn heute zum letzten Mal? 



Ade, ihr Sterne, verhüllet euch grau! Ade! 

Des Fensterlein trübes, verschimmerndes Licht 

Ersetzt ihr unzähligen Sterne mir nicht, 

Darf ich hier nicht weilen, muss hier vorbei, 

Was hilft es, folgt ihr mir noch so treu! 

 
7. Despedida
Adeus, sua cidade alegre e viva, adeus!
Meu cavalinho já mexe o pato divertido,
Receba agora o último cumprimento de despedida,
Nunca me viste triste ainda,
Por isso nem vai acontecer na despedida.
 
Adeus, suas árvores, seus jardins tão verdes, adeus!
Agora cavalgo ao lado do riacho prateado,
Longe ecoa meu canto de despedida,
Nunca ouvistes uma canção triste,
Por isso também não vai ter na despedida.
 
Adeus, meninas gentís por ai, adeus!
Como vocês aparecem nas janelas de suas casas circundadas de cheiro de flores,
Com olhares cheios de graça e elegância,
Como sempre cumprimento e olho ao redor,
Mas jamais viro o cavalinho.
 
Adeus, ó querido sol, assim vais ao repouso, adeus. 
Agora btilha o ouro das estrelas cintilantes,
Como eu estou apaixonado por vós estrelinhas no céu.
Percorremos o mundo pra cá e pra lá,
Mas vós me ofereceis um acompanhamento fiel.
 
Adeus, ó janelinha cintilante clara, adeus,
Resplandeces tão confiável com brllho suave,
E nos convidas gentilmente para entrar na casinha.
Tantas vezes passei por aqui de cavalo, 
Será que hoje é a última vez?
 
Adeus, suas estrelas, cubram-se de cinza,
A luz da janelinha, turva e bruxuleante,
Não pode ser substituida (nem) por vós estrelas sem contar.
Se não possa ficar, se tenho que passar, 
Nem me ajuda que me acompanhais tão fieis.
 
8. Der Atlas
 
Ich unglücksel'ger Atlas! Eine Welt, 

Die ganze Welt der Schmerzen muss ich tragen. 

Ich trage Unerträgliches, und brechen 

Will mir das Herz im Leibe. 



Du stolzes Herz, du hast es ja gewollt! 

Du wolltest glücklich sein, unendlich glücklich, 

Oder unendlich elend, stolzes Herz, 

Und jetzo bist du elend.
 
8. O Atlas
 
Ó, eu infeliz Atlas! Um mundo todo, um mundo de dores 
Tenho que carregar.
Carrego o insuportável,
E me quebra o coração no meu corpo.
 
Ó, seu coração orgulhoso, fez jus a merecer.
Quiseste ser feliz, infinitamente feliz, ou então
Infinitamente infeliz. 
Pois é, seu coração orgulhoso, agora estás infeliz.
 
9. Ihr Bild
 
Ich stand in dunkeln Träumen 

und starrt' ihr Bildnis an, 

und das geliebte Antlitz 

Heimlich zu leben begann. 



Um ihre Lippen zog sich 

Ein Lächeln wunderbar, 

Und wie von Wehmutstränen 

Erglänzte ihr Augenpaar. 



Auch meine Tränen flossen 

Mir von den Wangen herab - 

Und ach, ich kann's nicht glauben, 

Dass ich dich verloren hab!
 
9. O retrato dela
 
Eu estava mergulhado em sonhos obscuros
E fixei o retrato dela,
E o semblante amado
Começou secretamente a viver.
 
Ao redor de seus lábios
Se desenho um sorriso maravilhoso,
E como por lágrimas de saudade
Brilho seu par de olhos.
 
Também minhas lágrimas me fluíram
Pelas bochechas para baixo – 
E ai, não posso acreditar
Que eu te perdi.
 
10 .Das Fischermädchen
 
Du schönes Fischermädchen, 

Treibe den Kahn ans Land; 

Komm zu mir und setze dich nieder, 

Wir kosen Hand in Hand. 



Leg an mein Herz dein Köpfchen 

Und fürchte dich nicht zu sehr; 

Vertraust du dich doch sorglos 

Täglich dem wilden Meer. 



Mein Herz gleicht ganz dem Meere, 

Hat Sturm und Ebb' und Flut, 

Und manche schöne Perle 

In seiner Tiefe ruht.
 
10. A menina-pescadora
 
Ó, sua menina-pescadora bonita,
Impele o barco (batel) para a terra (a praia),
Vem pra mim e se senta
Trocamos afagos, de mãos dados.
 
Coloca ao meu coração sua cabeça
E não tema demais;
Afinal de contas confias todos os dias
sem preocupações ao mar feroz.
 
Meu coração é muito semelhante ao mar,
Tem tempestade, mar baixo e mar alto,
E uma ou outra pérola bonita
Dorme no fundo dele.
 
 
11. Die Stadt
 
Am fernen Horizonte 

Erscheint, wie ein Nebelbild, 

Die Stadt mit ihren Türmen, 

In Abenddämmrung gehüllt. 



Ein feuchter Windzug kräuselt 

Die graue Wasserbahn; 

Mit traurigem Takte rudert 

Der Schiffer in meinem Kahn. 



Die Sonne hebt sich noch einmal 

Leuchtend vom Boden empor 

Und zeigt mir jene Stelle, 

Wo ich das Liebste verlor.
 
11. A cidade
 
Longe no horizonte
Aparece como uma imagem nebulosa
A cidade com suas torres
Embrulhada em crepúsculo vespertino.
 
Uma brisa húmida crespa
O trilho cinzento das águas;
Com ritmo triste rema
­
 
O sol se levanta ainda por uma vez
Do solo, brilhando,
E me mostra aquele lugar
Onde eu perdi aquilo que eu mais amei.
 
 
12. Am Meer
 
Das Meer erglänzte weit hinaus 

Im letzten Abendscheine; 

Wir sass­en am einsamen Fischerhaus, 

Wir sassen stumm und alleine. 



Der Nebel stieg, das Wasser schwoll, 

Die Möwe flog hin und wieder; 

Aus deinen Augen liebevoll 

Fielen die Tränen nieder. 



Ich sah sie fallen auf deine Hand 

Und bin aufs Knie gesunken; 

Ich hab von deiner weissen Hand 

Die Tränen fortgetrunken. 



Seit jener Stunde verzehrt sich mein Leib, 

Die Seele stirbt vor Sehnen; 

Mich hat das unglücksel'ge Weib 

Vergiftet mit ihren Tränen.
 
12. Ao mar
 
O mar resplandeseu para longe
No último brilhar vespertino;
Nós sentamos na casa solitária do pescador,
Sentamos a sós, emudecidos.
 
A bruma subiu, a água enceu,
Uma gaivota passou de vez em quando;
De seus olhos amorosos
Cairam as lágrimas (para baixo).
 
Vi-as cair por cima de sua mão
E cai de joelhos;
Bebi de sua mão branca
As lágrimas.
 
Desde essa hora meu corpo se consume,
A alma morre de saudade;
A mulher infeliz (calista)
Me envenenou com suas lágrimas.
 
13. Der Doppelgänger
 
Still ist die Nacht, es ruhen die Gassen, 

In diesem Hause wohnte mein Schatz; 

Sie hat schon längst die Stadt verlassen, 

Doch steht noch das Haus auf demselben Platz. 



Da steht auch ein Mensch und starrt in die Höhe 

Und ringt die Hände vor Schmerzensgewalt; 

Mir graust es, wenn ich sein Antlitz sehe - 

Der Mond zeigt mir meine eigne Gestalt. 



Du Doppelgänger, du bleicher Geselle! 

Was äffst du nach mein Liebesleid, 

Das mich gequält auf dieser Stelle 

So manche Nacht, in alter Zeit?
 
13. O sósia
 
Silenciosa é a noite, as vielas descansam,
Naquela casa morou meu tesouro;
Há muito tempo que ela saiu da cidade,
Só a casa permanece ainda no mesmo lugar
 
Lá está também um homem e olha nas alturas
E torce as mãos pela violência das dores,
Fiquei horrorizado, quando vejo o semblante dele – 
A lua me mostra meus próprios traços,
 
Seu sósia, seu camarada empalidecido,
Estás macaqueando meu sofrimento por amor (amor sofrido),
Que me torturou neste lugar
Por tantas noites, no passado?
 
 
14. Die Brieftaube

Ich hab' eine Brieftaub' in meinem Sold, 
Die ist gar ergeben und treu, 
Sie nimmt mir nie das Ziel zu kurz 
Und fliegt auch nie vorbei. 

Ich sende sie viel tausendmal 
Auf Kundschaft täglich hinaus, 
Vorbei an manchem lieben Ort, 
Bis zu der Liebsten Haus. 

Dort schaut sie zum Fenster heimlich hinein, 
Belauscht ihren Blick und Schritt, 
Gibt meine Grüsse scherzend ab 
Und nimmt die ihren mit. 

Kein Briefchen brauch ich zu schreiben mehr, 
Die Träne selbst geb ich ihr, 
Oh, sie verträgt sie sicher nicht, 
Gar eifrig dient sie mir. 

Bei Tag, bei Nacht, im Wachen, im Traum, 
Ihr gilt das alles gleich, 
Wenn sie nur wandern, wandern kann, 
Dann ist sie überreich! 

Sie wird nicht müd, sie wird nicht matt, 
Der Weg ist stets ihr neu; 
Sie braucht nicht Lockung, braucht nicht Lohn, 
Die Taub' ist so mir treu! 

Drum heg ich sie auch so treu an der Brust, 
Versichert des schönsten Gewinns; 
Sie heisst - die Sehnsucht! Kennt ihr sie? - 
Die Botin treuen Sinns.

14. A pomba-correio
Tenho assalariada uma pomba de correio 
Que me é submissa e fiel,
Ela nunca desiste antes de chegar ao alvo
E também nunca erra (voa errando).
 
Eu mando-a milhares de vezes
Para a clientela, dia por dia,
Passando por vários lugares Queridos pais, 
até a casa da amada.

Aí olha secretamente pela pela janela
Espreitando lhe os olhares e o andar,
passa meus cumprimentos bem divertida,
e leva consigo os dela.
 
Não preciso mais de escrever cartinha nenhuma,
até a lágrima dou para ela,
óh, certamente não a aguenta,
ela me serve zelosamente.

De dia, de noite, no despertado, no sonho,
Para ela tanto faz,
Se ela só pode caminhar e caminhar,
Então ela é riquíssima.
 
Não cansa, não vira fraca (frouxa),
O caminho lhe é sempre novo;
Não precisa de engodo, nem precisa de salário,
A pomba me é fiel.

Por isso a medro tão fiel ao meu peito, 
Seguro do mais belo lucro;
Ela se chama – a saudade! Conhecem-na? –
A mensageira do sentido fiel.


Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809 – 1847): “Descansa em mim” do oratório “Elias”
Descansa em mim, espera em mim,
Satisfarei os desejos do seu coração.
Entrega o seu caminho, espera em mim.
Abandona o furor e deixa a ira.

Johannes Brahms(1833 – 1897): Cântico de ninhar

Boa noite, boa noite,  circundado de rosas
E engrinaldado de cravos você fica eentre os lençõis.
Amanhã, cedo com o levantar do sol, acordarãs de novo,
Se Deus quiser.
Boa noite, boa noite, guardado por anjos,
Que te mostram no sonho a arvore do menino de natal.
Dorme feliz e doce,
E olha no paraiso dos sonhos.

4. Johannes Brahms(1833 – 1897): Cântico de amor
1. Cor. 13



 
 

César Franck (1822 - 1890):  Panis angelicus (Pão dos anjos)

Panis angelicus
Fit panis hominum;
Dat panis coelicus
Figuris terminum
O res mirabilis!
Manducat Dominum
Pauper, pauper,
Servus et humilis.
Pauper, pauper,
Servus et humilis.

Tradução: Pão dos Anjos

Pão dos Anjos
Torne-se o pão dos homens;
O pão do paraíso
Fim de toda dúvida
Que maravilha!
Que consome a Deus
Pobre, pobre,
Humilde servo
Pobre, pobre,
Humilde servo.
 
 
Gabriel Fauré (1845 - 1924): O céu azul

O céu azul, o grande mar
e a terra verde e viva
são todos sinais de teu amor
que aos homens sempre acolhe.

Mas o homem naõ quer aceitar,
quer conhecer também outros caminhos.
Passo a passo se afastará
perdendo o amor e a vida eterna.

Mas tu, Senhor, com teu grande amor,
aceita o pecador arrependido;
também a mim estendes teus braços,
pois Jesus Cristo morreu por mim.
Jesus Cristo morreu por mim.



Oração de São Francisco

Senhor, faze-me um instrumento de tua paz,
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó mestre, faze que eu procure mais
Consolar, que ser consolado,
Compreender, que ser compreendido,
Amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
É perdoando que se é perdoado,
E é morrendo que se vive
Para a vida eterna. 



Andrew Lloyd Webber (1948): “Cristo é a luz deste mundo” do musical Cats (Gatos)

Cristo é a luz no caminho
que nos dá seu carinho
neste Val terreal;
estivemos sozinhos nesta escuridão
mas Tu dás-nos a tua mão.

Nesta noite sem a luz passamos tanto medo
Mas a estrela que nos guia e ampara
É o Senhor do mundo.

Cristo é a luz ....

No silêncio desta noite te lembras do destino.
Vês que não estás sozinho,
Pois Jesus Cristo sempre brilha. 
 
 
Andrew Lloyd Webber (1948): Cais
Do musical “Fantasma da ópera”

Sou o teu consolo nas horas de aflição,
Se há pedras no caminho,
Te levo em meus braços.
Sou o que ampara, a lagrima que cai,
Transformo cinzas em riso, 
O caos em paraíso.

Sou o barco que te leva longe
Se o mar se encapelar sou cais.
Eu sou farol na escuridão da noite,
Que te guia nestes temporais.
Por onde fores sou.


Babi de Oliveira (1913-1993): Recomendação

Se vais partir
Levando o que sonhei
As horas felizes
Que irrefletida te dei...

Se vais levar tudo... Tudo...
Por que não levas também
Esta saudade tão tua
Que tu me deixas...
Meu bem?
Se vais levar tudo... Tudo...
Por que não levas também
Esta saudade tão tua
Que tu me deixas...
Meu bem...