Axel Bergstedt: Parábolas





A presidente como faxineira
A maior igreja luterana de uma cidade foi local de uma reunião distrital com quase mil participantes. Muitos não cabiam na igreja, mas assistiam as palestras e o culto em um telão. Para organizar as coisas como almoço, lanches e muito mais o pastor pediu a ajuda do departamento feminino, chamado “Servas Luteranas”.
Sempre dispostas a ajudarem as mulheres organizadas neste departamento toparam o desafio. Um membro da igreja era juíza e teve condições de ajudar com seu salário gordo a muitos projetos. Por isso ela foi bem conceituada na igreja e já há vários anos ocupou o posto de presidente das servas. Ela mesma teve a ideia de colocar todas as tarefas em fichas, e as servas escolheram as tarefas, que queriam ocupar nesse dia da reunião distrital. Teve sete fichas para cozinheiras, seis para a distribuição da comida, três para recepção e ajuda aos visitantes, três para supervisão de tudo, e muitas outras.
A presidente colocou tantas fichas na mesa como teve servas presentes na reunião delas. Todas escolheram uma ficha, segundo gostaram mais ou sentiram que teriam dom para trabalhar nessa área. No final sobre só uma ficha: limpar os banheiros.
A presidente tinha pensado que em um evento desse tamanho a probabilidade de alguém sujar uns dos banheiros da igreja seria muito grande, e por isso deveria ter alguém para limpar o banheiro se necessário. A presidente ficou surpreendida que sobrou essa ficha, porque pensou que alguém que não teria muitos dons para outras coisas mais difíceis iria pegar essa ficha, mas quando ela viu que não era o caso, aceitou humildemente o desafio e assumiu o cargo.
Depois do evento alguns cristãos pouco instruídos falaram mau dela. Disseram que deveria ter pegado de antemão uma das fichas de supervisão ou recepção para se mesma, porque faria mau para uma igreja se uma presidente de um departamento, e ainda pro cima uma mulher fina, rica e com um lugar importante na sociedade fica limpando banheiros.
Deus, porém, ficou muito alegre com o exemplo de humildade, que a serva deu para todos os outros, e muitos irmãos entenderam também a mensagem.
Um dia um outro pastor ouviu dessa história e falou em um sermão sobre humildade e citou esse exemplo. Alguns dias depois alguém contou ao irmão da juíza que um pastor teria falado dela em um sermão. De repente o irmão se tocou. Caiu a ficha, como se diz, e ele entendeu o que é humildade. Lembrando-se desse dia, em que ele mesmo não teve nada para fazer a não ser meramente ouvinte nas palestras, pensou: “Puxa, por que eu não tive essa ideia antes? Não tive nada para fazer, então por que não ofereci a minha ajuda a minha irmã? Assim ela poderia ajudar na recepção, já que muitos conhecem-na e gostam de serem cumprimentados por ela.


Axel Bergstedt: Justificação e boas obras
Vivia um homem bom e bondoso. Ele teve só um filho, e ele amo muito a este filho. O filho adoeceu gravemente, e o homem contratou uma empregada, que cuidou do filho, quando o homem estava no trabalho ou viajando. Ela foi uma moça bem normal, fez o trabalho, mas também não se destacou. Cometeu também vários erros, e quando não havia ninguém por perto, se deitou as vezes no sofá olhando televisão.
Certo dia o filho morreu. O homem chorou muito. Ele era rico, e ele pensará sempre que um dia seu filho seria o herdeiro e viveria bem. Quem herdaria agora a fortuna? Horas antes de morrer o filho pediu ao pai: “Faça a empregada a sua herdeira.” O homem foi para o seu tabelião e mudou o testamento, fazendo da empregada sua herdeira. Ele recebeu uma cópia do testamento, mas não mostrou-a à empregada, mas escondeu-a no seu escritório no trabalho.
Certo dia, depois de muita chuva, a empresa do homem inundou, quando ele estava numa viagem. Chamaram a empregada para tirar as coisas do homem do escritório e guardar por enquanto na casa. Quando guardar tudo, ela viu o testamento e leu que ela seria a herdeira. Aí ela ficou envergonhada, porque não tinha feito nada para merecer uma tal riqueza. Ela não disse nada ao homem, quando ele voltou da viagem, mas deste então trabalhou cheia de dedicação e fiz tudo para esse homem, porque ela estava muito alegre e agradecida por sendo escolhida herdeira pelo filho morto desse homem.



Axel Bergstedt: Os dois meninos e a velhinha
Certo dia dois meninos de uns dez anos viram uma velhinha andando a custo com bolsas cheias de compras. Os meninos atravessaram a pista e foram ao encontro da velhinha e ofereceram ajuda. A velhinha aceitou e os meninos pegaram as bolsas e seguiram felizes da vida pra frente. Um dos meninos, que era evangélico, perguntou a seu amigo católico: “Você está sorrindo. O que houve? Porque está sorrindo assim?”
O amigo católico respondeu: “Eu gosto de ajudar, porque muitas vezes se ganha uma coisa, uma bala, um dinheirinho ou uma outra coisa. Mas,” ele continuou, “você parece muito feliz também. Qual é o seu motivo?”
“Bom”, respondeu o menino evangélico. “Quando eu era bem pequeno, precisava de um medicamento muito caro. Meus pais eram pobres, sem condição. Foi essa velhinha que ouviu de meu caso e doou uma boa quantidade de dinheiro para meus pais poderem comprar este medicamento. Por isso sou muito grato a ela e fazer algo para ela é sempre uma grande alegria para mim."

Axel Bergstedt: A substituta
Uma mulher foi condenada a vinte anos de prisão. Sofria todas as formas de humilhações. Foi espancada por outras presas, torturada, estuprada por policiais, e por aí. Depois de dezoito anos foi detectado, que era um erro de justiça, e ela foi liberada. O juízo supremo, que mandou libera-la estava cheio de piedade e até vergonha, e perguntou se tivesse um jeito para remunerar a mulher. Ela respondeu: “Eu não quero nada para mim, a minha vida já passou, só quero ir em casa. Mas se um de meus filhos cometer um crime, pensem na injúria que eu sofria e não julguem duro com ele.”
Aconteceu que um filho dela foi pegado roubando. Diante do juiz lhe disseram:
“Rapaz, você sabe que cometeu um erro grande, digno a ficar no prisão por muitos anos, arruinando assim a vida toda. Mas considerando que a sua mãe já sofria tanto e pediu que fosse contado para descontar de seus pecados, você está livre da pena.”


Mateus, 25  (Versão século XX de Axel Bergstedt)
Numa certa aldeia no Nordestino perambulava a desesperança. Uma seca por anos a fio destruía as ceifas e os moradores não possuíam mais nada para se alimentar a si e às suas crianças. Aí certo dia o único telefone da aldeia, o do prefeito, tocou. Era um diretor de filme americano, que quis produzir um filme sobre o famoso missionário Frei Pedro, que teria nascido no morro que se eleva acima da aldeia. O prefeito lembrou-se dos muitos que estavam passando fome e conseguiu em troca com a concessão do direito de filmar nessas bandas a promessa do diretor de que contratasse trinta pessoas da aldeia como pontas ou até para pequenas papeis. Receberiam dependente do papel entre mil e cinco mil dólares. O diretor anunciou a sua vinda para quinta-feira que vinha, às dez horas da manhã, logo neste morro, onde a jovem cabreira tinha dado à luz o pequeno Pedro, sob céu aberto. Lá, diante da cena original, escolheria as pessoas que calhassem bem ao espetáculo. Pediu ao diretor cuidar de pelo menos trinta pessoas estarem no morro no tempo determinado, porque começariam logo com a filmagem. À quinta-feira já às nove horas da manhã, quase todos moradores se ajuntaram no morro, depois de duas horas de subida penhascoso e pedregulhoso. A esperança de poder ganhar em dois ou três dias tanto dinheiro como outrora em vários anos, tinha aliciado todo. Já tocaram as dez, as onze, meio-dia, o sol tórrido ardia e o morro, sem árvores, nem sequer oferecia a mais mínima nesga de sombra. Onde é que ficava o diretor?
Somente alguns poucos homens calculavam já antes que uma viagem longa, dos Estados Unidos para essas bandas aqui, poderia demorar muito. Tinha o vôo ao Rio, a alfândega para todo o equipamento, o vôo doméstico ao Nordeste, e enfim a viagem complicada e desconfortável para o interior. Por isso tinham levado um cantil com água para se e a família e bebiam, de vez em quando, goles pequenos.
Os outros, que não pensavam antes, pediam também um pouco água. Mas os primeiros replicavam: “Desculpem, mas se distribuirmos o pouco que levamos, não bastará para ninguém. Nós todos estarão, por conseguinte, frouxos quando o diretor vier, sem forças para pôr em cena o que o diretor demandar. Têm que retornar à aldeia para levar suas próprias garrafas com água.”
Os outros suspiravam, mas finalmente se deram conta que não restava outro remédio e retornaram à aldeia, ao meio da tarde, para estarem de volta no morro antes de a escuridão dificultar a subida escarpada e às vezes perigosa. Saciada a sede, na aldeia, encheram recipientes para levá-los, mas neste momento ouviam-se os ruídos de helicópteros e logo o diretor aterrissou com seu time no morro.
Enlevado pela paisagem idílica diante do ocaso-de-sol o diretor reagiu logo. Quis captar esse momento inesquecível, renunciou o casting dos atores e contratou sem cerimônia todos os trinta e seis aldeões que resistiram no pináculo. A equipe excedeu-se a si mesmo, e depois de somente vinte minutos os câmeras estavam prontos para captar o momento precioso, todos abaixados em meio círculo, de orelha em pé às palavras empolgantes de Frei Pedro, dado por um ator americano, tudo diante do sol a imergir num banho espumoso de nuvens esgarçados e escuridão arrastada.
Quando, mais tarde, chegaram os outros moradores, o diretor não quis contratar ninguém deles. Deve ser lógico, argumentou, que as pessoas não podem ser outras do que na primeira cena filmada.

Axel Bergstedt: Escravos
Era um país com grandes contrastes. Havia regiões com guerra civil, fome e miséria, e havia distritos ricos. Mas mesmo ali as pessoas eram infelizes, mão achavam um cônjuge certo para a vida, usavam drogas, procuravam o divertimento rápido e ligeiro e achavam, contanto, somente um certo atordoamento do grande vazio no seu interior. Caíam em erro fatalmente e amiúde, acharam cônjuge que não combinava e determinavam muitas coisas assim que criavam sempre novos problemas.
Vivia lá entre eles um homem rico que estava diferente. Possuía o dom de poder ver e ler os corações e pensamentos das pessoas, e podia ver o futuro. Claro que desta maneira conseguia tudo. Achara para si uma esposa ideal, que era o seu encanto todos os dias. Escolhia para sua empresa somente empregados sinceros e bons, com coração limpo, e tudo lhe prosperava. As crianças aproveitavam os dons do pai e aceitavam os conselhos dele, achando assim sempre o caminho certo, esposas e maridos ideais, profissões que lhe eram fonte de contentamento, amigos sem falsidade, etc.
Possuía também escravos, e sendo ele um homem bondoso os tratou como as crianças, com justiça e carinho, e eles viviam em felicidade. Alguns viam a felicidade cheios de despeito e inveja, porque cansavam-se debalde a procura de felicidade. Certo dia um homem empreendeu uma idéia espontânea. Foi ao homem rico, que possuía os dons sobrenaturais, e perguntou-lhe:
“Se eu fosse escravo do senhor, o senhor me trataria também desta maneira?”
“Pois não.”
“Aceite-me, então, como presente, para eu poder ser seu escravo.”
Quando os outros viam que esse ato trouxe lhe, de fato, muita felicidade, muitos seguiam esse exemplo e viviam depois muito contentes. Mas a maioria das pessoas arrenegava o que eles faziam, achando que teriam que achar mesmos a chave para uma vida melhor. Declaravam que esses “escravos” não seriam felizes, e sim hipócritas, simulando a alegria. Sentindo, todavia, no seu interior por vezes que estes eram verdadeiramente contentes, começaram a odiá-las.


Axel Bergstedt: Suor
Numa favela de Rio de Janeiro um agente anunciou, que para um bilionário, que estava fazendo uma viagem mundial com seu iate, procuravam-se dez moças mulatas para viajar com ele, além de meninas de outros paises. Além da viagem ganhariam um pagamento extremamente alto e a chance de tornar se famoso, pois a televisão de diversos paises documentaria a viagem. O agente explicou, que o bilionário odiava suor e ficaria com tanto nojo, que jogaria um menina com cheiro de suor no mar. Higiene absoluta seria necessária.
A viagem começou com centenas de meninas pobres de todo o mundo, que arriscaram a viagem para ganhar riqueza. Já que o bilionário se detinha muito em latitudes tropicais, já nos primeiros dias várias meninas morreram jogadas no mar. As televisoras, sedentas de sensacionalismo, comentaram muito a respeito. Foi conhecido assim, que o bilionário tinha um cachorro, que lhe indicava o menor cheiro de suor.
Uma moça rica nos Estados Unidos condoeu-se muito com o destino dessas garotas pobres. Investindo toda a sua posse ela fez desenvolver às pressas um medicamento que seria injetado nas meninas, que acabaria com qualquer cheiro de suor. Clandestinamente ela abordou o navio do bilionário numa noite e inoculou o medicamento em todas as meninas até a madrugada. Quando o bilionário passeou cedo da manhã pelo navio, seu cachorro latiu furioso e logo pegaram a moça rica dos Estados Unidos, que estava completamente fatigada e suada. Sem mais o bilionário a jogou no mar, onde ela afogou. Apesar de as meninas suarem ainda, nunca mais foram jogadas no mar.


O vinicultor (Uma parábola de Jesus, contada no século XXI)

Um vinicultor rico quis aposentar-se e arrendar a vinha. Para entregar tudo no estado ótimo aos inquilinos, investiu muito dinheiro e mandou renovar os prédios, construiu um novo lagar para espremer os bagos, reformou os muros, etc. Depois alugou a posse e retirou-se a seu casarão na cidade, junto ainda com três empregados: o administrador, o motorista e uma empregada. Depois da safra, que estava farta, os inquilinos não mandaram a parte, que foi combinado como foro do ano. Por isso mandou seu motorista ao vinhedo para receber a sua parte. Mas os inquilinos reagiram ofendidos, a briga conflagrou e eles espancaram o motorista. O dono estava espantado e irado, mas pensou: Será que meu motorista disse alguma coisa que enraiveceu os locatórios. Talvez seja melhor mandar a empregada pedir o aluguel. Ela é uma moça suava e boa, ninguém a maltratará.
Os inquilinos, porém, empulharam o dono por mandar uma empregada e a buliram, violaram e a mandaram de volta ao dono ensangüentada e com as roupas rasgadas. Aí o dono deliberou que seria necessário mandar o próprio administrador. Respeitariam com certeza esse homem erudito e honrado. Embora já muito velho, foi ao vinhedo para indagar porque o foro não foi pago. Os inquilinos, todavia, pegaram também o ancião e o trataram tão mal que morreu. Aí o velho vinicultor ficou muito triste e ponderou: Gostaria de ir para lá pessoalmente, para falar com essas pessoas, mas sou velho e sem motorista.
Chamou então seu único filho, que morava numa cidade perto, e pediu lhe que fosse ao vinhedo. Calculou que respeitassem pelo menos seu filho, porque a família era rica e bem conhecida. Um ataque contra seu filho seria um escândalo enorme.Mas os inquilinos irresponsáveis agrediram-no e mataram-no a golpes e sovas. Alegraram-se ainda: “Agora o dono não tem mais ninguém para molestar-nos; o vinhedo é praticamente já nosso.”
O vinicultor, no entanto, chamou a polícia e ela circundava o vinhedo com dois esquadrões, prendeu todas as pessoas adultas e mandou as crianças para orfanatos.


Uma parábola de Ezequiel
Era uma vez, nos tempos antigos, quando viviam várias tribos em Canaã, a terra que depois seria outorgada aos judeus, que um rapaz da tribo dos amorreus enamorava-se duma moça da tribo dos heteus. Encontravam-se às escondidas na mata, e logo a garota engravidou. Aí ficou com grande medo e quando a gravidez virou visível, refugiou-se na mata. Quando nasceu o neném, a mãe não quis ficar com ele. Também o pai não tinha interesse, quando verificou que era “somente” uma menina. Nem sequer cortaram o cordão do umbigo, e jogaram o bebê desvalido, ainda sujo de sangue, na moita. A mãe retornava à sua tribo inventando uma historieta qualquer.
Pouco depois um garoto a cavalo veio por esse lugar, reparou o neném e cuidou dele. Não podia levá-lo em casa, porque os pais não o permitiriam, mas passava, várias vezes por dia, por lá para levar leite à menina, limpá-la, etc. A criança crescia tornando-se uma pequena e silvestre menina de mata. Com o passar dos tempos conseguia mais e mais suster-se sozinha. O rapaz, por conseguinte, chegava apenas de vez em quando.
Aconteceu que chegou uma vez depois de algumas semanas. De repente viu a garota crescida com olhos diferentes. Estava nua como os índios, sem contato com o resto do mundo, e os seus peitos jovens desabrochando como uma flor, eram tão tenros e aliciadores, que o rapaz ficava com um sentimento seco e sufocador na garganta. Levantou a garota para si, no seu cavalo, e a levou consigo. O moço era, pois, um príncipe herdeiro. Seu pai severo morrera, havia pouco, e o príncipe podia levar a moça em casa. No dia da coroação a presenteou a seu povo e ela se tornou sua rainha coroada e honrada.
Quando, todavia, a garota viu a multidão de tantos cavaleiros fortes, que freqüentavam na corte, sentia uma grande vontade de entregar-se também a esses homens. Em breve o seu dormitório era conhecido como o estúdio duma puta famosa, e porque nunca lhe bastavam os homens, aceitava até soldados simples. Quando ouviu, que homens assírios tinham um rabo muito desenvolvido, angariava também oficiais da Assíria, que estavam na corte. Mais tarde convidava, outrossim, egípcios, filisteus, sírios e outros homens para regar sua horta escondida.
Várias vezes o rei detectava a traição da rainha e a vituperou e castigou, mas sempre lhe perdoava quando ela chorava lancinante, suplicando por dó e mostrando arrependimento e contrição. Mas sempre depois pouco tornava à libertinagem despudorada que desonrava e achincalhava o rei corno. Aí o rei ficava com raiva e disse à moça: “Parece que você gosta de viver como uma prostituta para filisteus, egípcios, e outros. Por isso eu vou deixá-la com eles.”
Ele a prendeu e vendeu como escrava a um filisteu. Lá, no país dele, tinha que trabalhar muito e sob condições duras e humilhantes. Ela se compungiu e chorava muito. Aí, depois de dois anos, o rei comprou-a de volta, lhe perdoou e a restituía como esposa amada e rainha. A moça estava muito feliz, mas, logo depois, voltou de novo à velha licenciosidade depravada. Aí o rei a vendeu a um comerciante assírio, que a levou como escrava comum à Assíria, onde ela sofria muito. Foi escarmentada várias vezes e chorava muito arrependendo-se. Depois de três anos doía ao rei a mulher esculhambada e ele a comprou, empossando a de novo como esposa real. Mas também desta vez ela não se detinha e veio começando as mesmas coisas imundas, mas quis progredir com mais astúcia. Pediu apoio e abrigo aos deuses, e para ganhar a graça dos deuses com certeza, ofereceu-lhes em sacrifício algumas crianças do rei. Quando o rei ouviu do assassino sanguinolento e dos adultérios desbragados, sua raiva estava tão terrível que falou à mulher: “Você merece a morte. Porque, porém, gosta tanto de abrir as pernas para outros homens de várias nações, eu lhe determino um outro destino.”
Vendeu-a a um campo de prisioneiros onde labutavam excessivamente centenas de ladrões, assassinos e outros criminosos. Quando ela chegou, os presos, que provierem de vários países, e os guardas lhe arrancaram os vestidos preciosos e o enfeite primoroso, e a estupraram. Agora ficava nua, todo o dia, como antes na sua infância; mesmo quando fazia outros trabalhos que lhe eram incumbidos não recebia roupas para se proteger. Ela era estuprada assiduamente e ainda escarnecida e empulhada pelos marmanjos boçais.

A jovem chimpanzé
Era uma vez uma jovem menina chimpanzé que vivia num jardim zoológico. Era muito mais inteligente do que os outros chimpanzés. Um dia apaixonou-se, mas não por um dos seus-semelhantes, mas por um jovem biólogo, que já deparara na inteligência extraordinária da macaca. Através de sua linguagem de acenos sugeriu ao biólogo que a levasse em casa. Por sendo uma boa oportunidade para estudar mais a atitude do chimpanzé, concedeu e ganhou também a permissão do diretor. Também o moço começou a gostar da menina, mas como gostar de um animal de estimação. Por isso ficou espantado, quando a menina lhe acenou que queria mais, que queria amasiar-se. Explicou à menina simiesca a impossibilidade e ela chorou sem parar. Prometeu: “Vou arrancar todos os pêlos alem dos da cabeça, como uma menina humana, vou aprender a sua língua, vou aprender os seus costumes, andar e comer como vocês, vou fazer cirurgia plástica. Vou aturar tudo porque meu amor para com você é maior.” “Tá bom”, tornou o moço. “Confio a suas palavras. Mas o que aconteceria com você, se você depois das primeiras lições e operações plásticas perdesse o entusiasmo e quisesse retornar para os seus? Seria impossível viver ainda no zoológico. Neste caso eu teria que te forçar duramente para completar o caminho como o mestre no circo adestra tigres e elefantes.” “Sim”, confirmou a menina. “Quero tornar-me humana e viver com você. Se eu esquecer-me disso, por favor, me compila, até a toda a força, porque o alvo me importa muito mais do que as tribulações temporárias.”


Os dois pastores e os pênaltis
Numa certa cidade do interior coexistiam uma igreja luterana e uma igreja neo-pentecostal. Certa vez combinaram um jogo de futebol, que empatou. Cansados eles ficaram de fazer a decisão por pênaltis num outro dia.
O pastor pentecostal aproveitou para treinar os jovens. Ele falou: Antes de chutar perguntem ao Espirito Santo, em qual lado devem dirigir a bola. Quando vem o intuito, chutem cheio de confiança. Os jovens treinaram, não acertaram sempre, e o pastor alegou, que o fracasso seria por falta de fé.
O pastor luterano se preparou muito melhor. Leu vários livros, pesquisou no internet e , na reunião dos jovens, discursou por duas horas sobre todos os detalhes. Disse, por exemplo, com exatidão, que para a bola alcançar o gol em altura de um metro o pé esquerdo no momento do chute com o direito ficaria a dois centímetros atrás da altura do centro da bola, e que o corpo ficaria inclinado para trás 27 graus.
Depois do discurso os jovens encerraram o encontro e foram em casa. O pastor decepcionou-se muito, quando os jovens, apesar de tanta informação, que teria que estar nas cabeças, levaram por pior.


Você pode escolher
Viveu um casal remediado, aposentado há alguns anos. Certo dia apareceu um homem, mandado pelo manda-chuva do bairro. Talvez ele era um forte droguista, mas isso ninguém sabe por certo. Todos, no entanto, sabiam que não faz bem desacatar tais pessoas.
O mandatário dele explicou ao casal que teria que contratar uma sobrinha do manda-chuva como empregada. Detalhou que a empregada teria que ganhar um salário muito alto. Além disso, o casal não poderia mandar nela, mas pelo contrário, seria ela que mandaria, “em prol do casal”, como adicionou.
Apresentou, em seguida, três moças. Todas prometeram cuidar muito bem da casa, do casal, aumentar até o rendimento do casal por certos negócios, que não explicavam, e assim por diante. O casal soube, que eram promessas vãs, porque a moça, uma vez eleita, se tornaria “provedora”, que não precisaria mais obedecer ao casal. Viveria com salário bom, deixando o casal bem empobrecido, não teria obrigação, e talvez ainda chegaria a roubar coisas na casa.
Mas o casal tinha de escolher uma. Será que os olhos, o aspecto ou o modo de falar traíam algo sobre quem roubaria menos, depois? ...
(Escrito 2005, na época das eleições)

A cruz e a cadeira elétrica
Chegou um missionário para pregar em uma igreja pentecostal e falou o seguinte: "Algumas igrejas até hoje tem como símbolo mais importante a cruz. Mas a cruz é um instrumento de suplício, é muito feio, ter um tal símbolo como marca do verdadeiro cristão evangélico. Vou contar uma história, para vocês entenderem: 
"Era uma vez um homem que teve um amigo muito bom nos Estados Unidos. O amigo foi acusado de assassino e julgado a morte na cadeira elétrica. Será que você depois da morte do amigo colocaria como lembrança uma pequena cadeira eletrica em um estante na sua casa, ou colocaria uma fotos dela na parede? Certamente não. Por isso também nós não devemos olhar à cruz, mas ao Jesus vitorioso, glorificado eternamente no céu!" Todos aplaudiram gritando aleluia e gloria. Só um homem muito velho e sábio não aplaudiu e depois do culto ele falou para o missionário: 
"Você contou só a metade da história, vou te contar a história completa:
Era uma vez um homem que ouviu que seu amigo foi acusado de assassino. Ele sabia, que a acusação era falsa, porque na hora, quando aconteceu o assassino, ele ficou com seu amigo viajando para um sítio. Mas o juiz descartou o testemunho do homem e acreditou em umas testemunhas falsas. Assim o amigo foi condenado à morte na cadeira elétrica. No dia da execução o homem ficou muito triste, mas resolveu estar presente na hora mais difícil de seu amigo. Terminados os preparos, chegou o momento de ligar a corrente elétrica fatal. O homem fechou os olhos e orou. Apertaram o botão, mas nada aconteceu. 
"O que foi?" perguntou o juiz.
"Não sei, será que tem um mal contato?"
"Não testaram tudo antes?"
"Testamos, duas vezes, tudo como prescrito."
"Então testem agora tudo de novo, mas sem falta. Não pode ter um tal erro."
Os policiais testaram tudo de novo, com apuro. Tudo era pronto, mas quando executaram o condenado, novamente não deu em nada. O juiz ficou furioso, e quando eles acharam afinal de contas o lugar, que tinha causado supostamente o mal contato, renovaram todos os cabos. Testaram tudo diante dos olhos do juiz, e ele ficou satisfeito. Colocaram o condenado de novo em posição. Apertaram o botão mortal, deu um estouro tremendo e a sala ficou escura, porque um tremendo curto tinha derrubado o sistema elétrico.
O juiz era bem pálido, quando a luz voltou e ele mandou tirar o condenado da cadeira e explicou: "Uma antiga lei determina, que um condenado, que sobrevive três tentativas de matá-lo, tem que ser liberado. O homem está livre e não pode mais ser acusado do crime."
Aí os dois amigos se abraçaram, e o homem, que testemunhou esse milagre que Deus fez diante de seus olhos, agradeceu a Deus, fez uma foto da cadeira elétrica e colocou-a na sua casa para se lembrar em dias de fraqueza espiritual, que Deus é poderoso e age em nossas vidas através de milagres."
O missionário ficou em silêncio, envergonhado, e nunca mais pregou contra a cruz.

O ateu e o macaquinho
Um atéu é como uma criança de 3 anos, que não consegue enxergar um objeto longe ou escondido. Certa vez vi um macaquinho mico-dourado numa arvore e mostrei para as crianças numa creche, onde busquei um menino de 3 anos de um amigo. Este não conseguiu ver o macaquinho e alguns outros, que já acharam o macaquinho, até riram dele, porque ele gritou o tempo todo “Cadê, cadê?”. Aí ele ficou com raiva e em casa ele reclamou com meu amigo que eu tivesse inventado um macaquinho. Ele contou isso várias vezes, e assim ainda hoje se lembra desse dia. Ele continua insistindo em que o macaquinho era uma invenção minha e que as outras crianças caíram nisso. Ele fala que o mico dourado é extinto no Brasil.
Tão emburrecidos são os ateus. Eles não enxergam Deus, ficam com raiva e falam que Deus não existe, embora que tenha tantas testemunhas, que o conhecem por experiências pessoais, milagres e mais.


O ateu e a Pomerânia
Certa vez dei uma palestra em uma vila brasileira com muitos descendentes de imigrantes pomeranos. Pomeranos são uma das mais ou menos vinte tribos alemãs, que se reuniram antigamente e fundaram a Alemanha. A região deles se chama Pomerânia.
Muitos pomeranos acreditaram, que a Pomerânia não existe mais, e meu anfitrião me mostrou um livro, onde o autor escreve, que a Pomerânia foi extinta. Meu anfitrião conhece o autor um pouco, e contou, que ele escreveu o livro, embora que nunca fosse para a Alemanha.
“Pois é”, falei. “Eu sou da Alemanha. E já fiz muitas viagens para a Pomerânia, assim como meus pais e vários amigos. Posso garantir, então, que a Pomerânia existe.”
Meu anfitrião e outras pessoas de lá, que me conheceram durante a minha passagem nessa vila, acreditam em mim. Mas pode ser que tem pessoas que acreditam no autor desse livro. Talvez eles pensem, que eu estava mentindo para me fazer de importante com uma mensagem diferente, ou queria enganar o povo para depois tirar um aproveito. Quem sabe alguém me paga para difundir mentiras sobre a Pomerânia. Pode ser também, que eu mesmo acredito em minhas palavras e me enganei a mim mesmo. Talvez passasse por uma paisagem que tinha uma semelhança com a Pomerânia, ou sonhei de tal viagem, e depois achei que já estive na Pomerânia. Eu seria então simplesmente uma vítima de alucinações, desejos, sonhos ou fenômenos psicológicos. Igualmente meus pais e amigos poderiam ser afetados por alucinações e outras perturbações, ou mentem porque tem interesses financeiros.
Exatamente o mesmo acontece se eu conto de Deus. Muitos acreditam, que Deus não existe, e um colega me mostrou um livro, onde o autor escreve, que Deus não existe. Ele conhece o autor um pouco, e contou, que ele escreveu o livro, embora que nunca tivesse uma experiência religiosa como um encontro com Deus ou um verdadeiro milagre.
“Pois é”, falei. “Eu sou cristão. E já fiz muitas experiências pessoais com Deus, assim como meus pais e vários amigos. Posso garantir, então, que Deus existe.”
Meu colega e outras pessoas, que me conheçam, acreditam em mim. Mas pode ser que tem pessoas que acreditam no autor desse livro. Talvez eles pensem, que eu estou mentindo para me fazer de importante com uma mensagem diferente, ou queria enganar o povo para depois tirar um aproveito. Quem sabe alguém me paga para difundir mentiras sobre Deus. Pode ser também, que eu mesmo acredito em minhas palavras e me enganei a mim mesmo. Talvez passasse por uma experiência que teve uma semelhança a coisas sobrenaturais, ou sonhei de tais coisas, e depois achei que seria verdade. Eu seria então simplesmente uma vítima de alucinações, desejos, sonhos ou fenômenos psicológicos. Igualmente meus pais e amigos poderiam ser afetados por alucinações e outras perturbações, ou mentem porque tem interesses financeiros.

Mais parábolas e reflexões sobre ateísmo veja Ateísmo: Parábolas e reflexões sobre o ateísmo na luz da lógica e das ciências




Por que o homem foi escolhido como cabeça da família, e não a mulher?
Depois de serem expulsos do paraíso, Adão e Eva começaram a enfrentar as dificuldades da vida, discutiam e às vezes brigavam. Os dois apelaram a Deus para ajudar. Aí Deus reuniu os dois e falou, que seria melhor determinar um líder da família, sobretudo porque depois de pouco teria filhos adultos, e sempre precisar-se-ia de liderança.
“Adão, você é o mais velho, já que te criou primeiro. Você quer ser o líder da família?”
Adão pensou e respondeu: “Agradeço muito, mas acho que é muita responsabilidade. Não gosto muito de mandar em cima das pessoas, quero que elas façam as coisas certas porque entendem, que isso é o caminho melhor. Acho que não queria ser o líder oficial da família.”
Deus falou: “Que pena, Adão. Mas você, Eva, você poderia liderar a família?”
“Claro que sim. Gosto muito de mandar. Acho que nasci para isso. Pode confiar em mim, ó Deus, porque vou mandar muito bem. Como já disse: gosto de mandar.”

Deus respondeu: “Já imaginei isso. Mas justamente por isso não quero que você seja a cabeça da família. Vou obrigar o Adão para assumir o papel.”





A igreja e a academia de malhação
Certa vez encontrei um jovem, que antes cantou no meu coral e participou do louvor, mas ultimamente desapareceu. Quando conversamos ele disse que não quer mais nada com a igreja. Ele não conseguira colocar as ideias dele como melhorar o louvor e pratica, e, além disso, a igreja não lhe dá nada. Poderia inclusive fazer leitura bíblica também em casa, não precisaria de igreja.
Aí mudei do tema e perguntei se ele ainda faz academia. Ele falou de sim e eu continuei:
“Nunca passou na sua cabeça que vc poderia também fazer exercícios em sua casa? Talvez não todos, mas um monte de exercícios poderia improvisar em casa para treinar os seus músculos.”
“Mas primeiramente na academia tenho mais opções, eles tem melhores condições, e, além disso, tem os técnicos.”
“Mas os técnicos às vezes não tem muita instrução. Se vc malhar em casa, pode pesquisar em livros dos melhores esportistas e no internet.”
“Mas em casa não fico motivado. Gosto de fazer a malhação junto com colegas.”
“E vc acha tudo uma maravilha na academia? Ou tem algumas coisas, que vc mudaria e melhoraria, se pudesse?”
“Claro, tem sempre algo que poderia ser melhorado, mas não sou o dono... tenho que aceitar o estúdio assim como ele é.”
“Então vc está disposto para continuar com a malhação na academia, apesar de tudo?”
“Com certeza.”
“Pois é, e isso tudo vale também para a igreja.
“Como assim?”
Falei: “Você pode ler a palavra de Deus, orar, louvar e cultuar a Deus muito bem em sua casa, mas na igreja vc tem mais opções, eles tem melhores condições, e além disso tem os pastores e outros funcionários. Claro que eles também não sabem tudo, e vc poderia em casa estudar livros e pesquisar no internet escritas dos melhores teólogos. Mas dificilmente alguém tem tanto ânimo para fazer tudo isso em casa, afinal de contas fica muito mais animado junto com colegas e amigos na igreja. Claro que a igreja tem imperfeições e vc às vezes queria mudar algo, mas não todos tem a mesma opinião, e por isso a gente tem que aceitar as imperfeições. Apesar das imperfeições vc deve também ter a certeza de continuar o exercícios espirituais na igreja.”  


Casamento entre cristão e não cristão

Se o rapaz é católico praticante, pode ser que ele vai pra missa e ela vai pra culto sozinha, ou eles vão pela manhã pra missa e à noite pra culto, o que seria mais bonito para um casal, mas um caso raro. Se ela sempre tem que ir sozinha, não vai ser fácil, porque em fases de relaxamento espiritual um deve segurar o outro.

Se ele não é de igreja nenhuma, não devem pensar em casar. Se a menina testemunha que Jesus é real, ajuda, ouve as orações e abençoa as pessoas com muitas coisas, e ele não acredita nisso, ela é para ele uma mentirosa ou uma pessoa que tem alucinações. Imagina se fosse uma outra coisa que ela conta, por exemplo se ela contasse que o bisavó dela na Europa foi um ministro do governo, mas ele não acredita nisso. Se ele acha que ela é mentirosa, não deve casar com ela. Seria um absurdo. E nem ela com alguém que a desconsidera desse jeito.



Um espírito, três corpos ?
“Acho que muitas coisas do cristianismo são boas, mas de jeito nenhum entendo essa coisa da trindade, um Deus que de repente é três deuses...”
“Um Deus e três pessoas.”
“Mas isso não dá para entender. Não sei como as pessoas acreditam em tal coisa, que nem dá pra entender.”
“Depois de fala mais sobre isso, porque eu quero te contar uma coisa muito interessante. Uma coisa sobrenatural, mas bem diferente. Gostaria saber se vc acha que é verdade.”
“Conta.”
“Você já deve ter ouvido que em alguns países acontece, que um espírito ou alma de uma pessoa, que morreu, em certas circunstâncias continua na terra. Já que ele tem saudade de um corpo, ele invade às vezes o corpo de uma outra pessoa, como um demônio, e submete a alma dele até ele vira dono do corpo. A outra alma fica no corpo, mas não pode mais fazer nada, ou é expulsa e fica errando sem corpo. A pessoa vira totalmente estranha e os amigos reparam q mudança radical, como se fosse uma outra pessoa.”
“Já ouvi de tais casos. Na verdade é uma outra pessoa, só o corpo exterior continua o mesmo. Mas me conta a história.”
“Imagina, um guru velho da Índia, que é espiritualmente muito forte, se encantou com uma jovem. Já que ela não queria nada com ele, o guru meditou profundamente, saiu do corpo dele, voou para a jovem, invadiu o corpo dela e submeteu-o. Andou com o corpo dela para a sua casa, tirou as roupas e se deitou na cama dele. Voltou para o corpo dele, que estava como em desmaio nesse meio tempo, e teve relações com ela.”
“Que velho safado.”
“Quando ele voltou para seu corpo, a alma da jovem se recuperou, tomou posse do corpo de novo e animou o corpo para fugir do guru. Mas este reparou nisso e invadiu de novo o corpo dela. Meditou bastante e com o tempo ele descobriu como podia possuir os dois corpos juntos. Expulsou a alma da jovem e ficou com os dois corpos.”
“Que coisa.”
“E imagina, o velho gostou tanto de sua descoberta, que fez a mesma coisa com outra jovem. Hoje ele possui três corpos, duas jovens e um velhinho. Tudo com um espírito, que está dentro desses três corpos.”
“Mas ele consegue dividir a alma ou é uma alma presente em vários lugares ao mesmo tempo?”
“Não sei. Só sei o que escreveram sobre o caso.”
“Mas eu não acredito em tais coisas.”
“Cada um tem a liberdade de acreditar o que ele quer. Mas provavelmente vc nem entendeu essa história.”
“Não, entendi perfeitamente, só acho que não e verdade.”
“Mas como vc pode entender três corpos mas uma só alma. É muito complicado para entender.”
“Não sei porque vc acha isso complicado. É muito fácil.”
“Bom, se vc acha que é muito fácil entender um caso, em que uma alma possui três corpos, então não entendo as suas dificuldades de entender, que um Deus pode ter três pessoas. Eu também não sei se ele se divide ou é presente na inteira em todos os corpos pela onipresença dele. Só posso contar o que escreveram sobre o caso.”